A presidente da ACCGD (Associação de Combate ao Câncer da Grande Dourados) e vereadora, Virgínia Magrini, alega ‘falta de respeito com os pacientes em tratamento’, o possível fechamento do setor de quimioterapia e radioterapia do Hospital do Câncer, em Dourados.

De acordo com a matéria publicada hoje (24) no jornal Diário MS, Virgínia encaminhará durante o dia, um ofício à Secretaria de Saúde do município e também à direção do Hospital Evangélico, responsável em manter o local.

Caso as duas partes não justifiquem o atraso no repasse dos recursos – a prefeitura informou ontem (23) que os repasses estão sendo feitos -, ela acionará o Ministério Público. “Vejo isso como um desrespeito absurdo aos pacientes, até porque verba do governo federal está chegando”, disse em entrevista ao jornal.

Atualmente, 600 pessoas realizam o tratamento no local, que atende ainda 34 municípios da região.

Dívida

Na manhã de ontem (23), o Dourados News informou que a ala de oncologia do Hospital Evangélico – que funciona no HC – poderá fechar as portas na segunda-feira (28) por problemas financeiros.

De acordo com o diretor do local, Mario Eduardo Rocha, a dívida é de aproximadamente R$ 800 mil e corresponde aos meses de setembro (parcial), outubro e novembro. O dinheiro seria para quitar dívidas com fornecedores, funcionários, impostos e honorários médicos.

“Se não recebermos os recursos por parte do HE, não tem como manter a oncologia. Infelizmente teremos que fechar as portas na segunda-feira e aguardar que o dinheiro seja repassado para nós”, disse Mário Eduardo, ontem (23), em entrevista ao Dourados News.

O site tentou novamente contato com a administração do hospital hoje pela manhã, mas não foi atendido.