As gerências de Contabilidade e Finanças apresentaram ao prefeito Léo Matos (PV) um relatório das dívidas deixadas pela administração anterior para o atual governo, e o quadro é preocupante. Os números preliminares, resultantes de um minucioso levantamento feito pelo contabilista João Humberto Dias Rodrigues, especialista em gestão pública, aponta para débitos de cerca de R$ 13 milhões.

O saldo é o resultado dos empenhos canceladas no último mês do mandato do ex-prefeito Zelmo de Brida (PMDB), mas que agora terão que ser reempenhados. A medida adotada pela área financeira da gestão anterior serviu para o cumprimento de metas, dentro das exigências do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

No papel as contas ficaram equilibradas, porém na prática há um rombo que terá que ser acertado. “Cancelaram os empenhos, mas a dívida apenas foi empurrada para a nova gestão”, lamenta o prefeito Léo, ao avaliar que o quadro criará sérios problemas para sua administração em vários aspectos. A herança deixada vai limitar a capacidade de investimento da prefeitura, obriga a administração a suspender novos projetos e prejudica o funcionamento da máquina.

Só para citar algumas despesas anuladas que precisam ser novamente empenhadas neste mês de janeiro, está o pagamento de luz, água, telefones, contratos, impostos, entre outros, que resultam em R$ 7.239.499,89. Pela lógica o recurso deveria ter ficado em conta, já que a despesa é do ano passado.

O levantamento também indica o valor de R$ 2,7 milhões em dívidas não pagas, cujas notas fiscais já tinham sido emitidas por fornecedores. Outros R$ 471 mil referentes ao acerto de servidores exonerados também foram deixados para ser pago pela gestão atual.

O prefeito determinou à equipe econômica que estude a melhor forma de quitar o débito, “pois apesar do tamanho da dificuldade encontrada, entendo que somos nós que teremos que resolver” diz Léo Matos, informando que haverá negociação com cada fornecedor para, de forma gradual, quitar essa dívida.

O prefeito Leo disse que sua administração tem prioridades, como limpar a cidade, melhorar os bairros, ampliar o atendimento nos postos de saúde e no Hospital Municipal, por isso a decisão é não pagar os débitos deixados pelo prefeito anterior com empresas, antes de analisar todos os contratos e os serviços prestados.