O ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), e a vice-governadora Simone Tebet (PMDB), agora secretários, foram “promovidos” para embalar a candidatura do PMDB ao Governo do Estado, mas podem estar servindo para atender o projeto pessoal do governador André Puccinelli (PMDB).

 A reportagem apurou que Puccinelli confessou a presidente Dilma Rousseff (PT), durante reunião na quinta-feira (25), que tem um sonho de disputar a vaga para o Senado, em uma aliança com o PT, que deve lançar o senador Delcídio do Amaral (PT) para o Governo do Estado.

 Puccinelli propôs uma chapa com a candidatura de Delcídio para o Governo do Estado, ele como senador e o PMDB com o posto de vice-governador. Puccinelli fez mistério sobre a reunião com Dilma e não comentou a conversa com nenhum dos filiados, já que a proposta demonstra que ele está fazendo jogo duplo, incentivando Nelsinho e se juntando ao PT.

 Ao PMDB, Puccinelli diz que prefere se aposentar e cuidar dos netos. Porém, descumpriu, por exemplo, a promessa de anunciar no final de março que se aposentaria. Ele tenta jogar ao partido a responsabilidade sobre a candidatura dele, dizendo que só disputará o Senado se for obrigado.

 Durante evento com a participação de Dilma em Campo Grande, o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB), chegou a dizer que o governador voltou bastante entusiasmado, parecendo que tinha visto um “passarinho verde”. Entusiasta da aliança entre PT e PMDB, Jerson chegou a pedir para a presidente expor a conversa entre ela e o governador. “Está em suas mãos o destino de Mato Grosso do Sul”, declarou.

 Questionado sobre esta conversa entre Puccinelli e Dilma, o senador Delcídio do Amaral não demonstrou entusiasmo. Ele disse apenas que a presidente está bem esperta com o governador. Em 2010 Puccinelli também declarou que apoiaria Dilma, mas na véspera da eleição se aliou ao concorrente, José Serra (PSDB).