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Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado
Fachada da sede do Partido dos Trabalhadores, em Campo Grande

Sob o argumento de não ter um centavo no caixa, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, o PT de Mato Grosso do Sul, teve o patrimônio bloqueado pela Justiça, informa o jornal Correio do Estado desta terça-feira (15).

Conforme a reportagem, os bens do partido, “uma geladeira muito usada e velha”, entre os quais, não alcançam nem sequer 4% da soma total da ação perdida por dano moral e material – que corre desde 2005 -, perto de R$ 290 mil.

A publicação mostra que, embora agora o PT declare que nada tenha na conta bancária, em 2010, por exemplo, Delcídio do Amaral, elegeu-se senador da República com uma campanha que custou R$ 5.986.567.67, dos quais R$ 1,1 milhão saiu do caixa do diretório estadual do partido.

“Não obstante, percebe-se que o partido dos trabalhadores, não vem declarando corretamente sua movimentação financeira à receita federal, sobretudo porque, do que se extrai da declaração referente ao ano de 2012, ano de eleição, não há registro de qualquer doação recebida, ou valores oriundos do fundo partidário”. Jully Heyder da Cunha Souza, advogado

O episódio em questão, que penhorou o patrimônio do PT regional, ocorreu em Ponta Porã, em 1998, quando duas militantes petistas ficaram feridas numa explosão de fogos de artifícios durante carreata pela reeleição do então governador José Orcírio dos Santos, hoje vereador em Campo Grande.

Pelas decisões judiciais, Francisleide Aparecida de Souza e Priscila de Souza, mãe e filha, foram “vítimas do PT”. Cabe recurso.

A matéria é assinada por Celso Bejarano.