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Senador Delcídio do Amaral (PT)

Um dos presos da operação Lava Jato, a operação policial que apura o maior escândalo de corrupção do planeta, o ex-consultor da Toyo-Setal, Júlio Camargo, entregou ontem o senador petista sul-mato-grossense Delcídio do Amaral. Ele disse que fez doações ao líder do (des)Governo Lula/Dilma no Senado. Tudo, ao vivo e em cores, no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta quarta-feira. No depoimento colhido pela equipe do juiz Sérgio Moro, como parte de sua delação premiada, Camargo trata o senador com intimidade, falando que ‘privilegiou’ alguns amigos, como ”o Dr. Delcídio”.

As doações a alguns políticos, segundo ele, foram feitas a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que atualmente também está preso. Segundo Camargo, tinha o costume de privilegiar com doações “pessoas que eram de minha amizade, como o dr. Delcídio, o dr. Tuma (senador Romeu Tuma, já falecido)…”

Camargo já havia falado de sua ligação com Delcídio, em reportagem no jornal O Globo, edição de 22 de abril deste ano. De acordo com a publicação, ele afirmou em seu depoimento à época ter contribuído com as campanhas do petista em 2006 e 2010 em troca de informações que obtinha.

Como parte dessas intimidades o ex-consultor afirma que ter recebido Delcídio do Amaral e sua família para almoços, nos quais o senador “apresentava cenários de mercado”. Ainda segundo a reportagem de O Globo, o delator esclareceu que essas informações eram relacionadas a Petrobras, os próximos projetos da empresa e, ainda ”informações das áreas de Minas e Energia”.