28/06/2026
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    Colegas denunciaram sumiço de piloto e mecânico presos na Venezuela

    A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul chegou a suspeitar que o piloto Luizimar Cassius Nastick, de 40 anos, e o mecânico de aviação Jeferson Pontes Gonçalves, de 29 anos, que estão presos há dois meses na Venezuela, tivessem sido sequestrados por narcotraficantes. Foram os colegas de trabalho, e não a família, que estranharam o sumiço deles dos aeroportos onde costumavam trabalhar em Campo Grande.

    Há relatos, conforme apurado, de que os presos estão fazendo contatos esporádicos com familiares, mas ninguém foi localizado para falar a respeito da situação. O piloto e o mecânico, até sumirem, trabalhavam nos aeroportos Santa Maria e Teruel, segundo as informações obtidas junto à Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado). Aqui, atuavam com aviação agrícola e também faziam parte da Abul (Associação Brasileira de Pilotos de Aeronaves Leves).

    A Deco é responsável pela Operação Ícaro, dedicada a investigar o uso de aeronaves pelo crime organizado e por isso, conforme a delegada Ana Claudia Medina, fez a apuração.  Ana Cláudia relatou ao Campo Grande News que a partir da estranheza pelo desaparecimento dos dois, começou-se a procurá-los. Surgiram, então, três hipóteses: de sequestro por criminosos ligados ao tráfico internacional, outra de que Nastick e Gonçalves tivessem sido vítimas de acidente aéreo, também em atividades ilícitas e, por último, que estivessem presos. A última suspeita se confirmou.

    Os dois foram pegos pela Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela, na região de Cojedes, em uma aeronave com combustível ilegal. Estavam em uma pista clandestina, que teve testes positivos para a presença de vestígios de cocaína, assim como a aeronave.

    A suspeita é que operassem na rota do transporte de cocaína vinda da Colômbia, passando pela região norte do País, com entrada no Brasil pelos estados do Amazonas, Roraime e Acre.

    Eles foram flagrados na zona rural da cidade de Guasimo Mayita em uma aeronave bimotor com 480 litros de combustível de combustível ilegal. Segundo os jornais venezuelanos informaram, pousaram no local por falta de combustível na aeronave sem bandeira, de prefixo PT-EZU, que está em nome de uma brasileira, não identificada. A prisão ocorreu em 16 de novembro.

    Conforme a delegada titular da Deco, como não há identificação de crime em solo brasileiro, as apurações são feitas todas na Venezuela. A reportagem tentou saber do Itamarati se será adotada alguma providência em relação aos brasileiros presos, mas não houve retorno da solicitação.
    O Campo Grande News também tentou contato com os familiares. Tanto pelo aplicativo Whatsapp quanto em ligações, ninguém quis falar.

    A Guarna Nacional Boliviana informou que uma comissão foi criada para investigar o caso e que foi determinada a destruição da pista clandestina.

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