O ex-jogador campo-grandense Joélcio Joerke, o Janjão, lamentou a morte de Oscar Schmidt, um dos principais nomes da história do basquete brasileiro. Oscar morreu nesta sexta-feira (17), em São Paulo, aos 68 anos, após enfrentar um câncer no cérebro diagnosticado em 2011.
Companheiro de seleção, Janjão disse que a perda é muito triste e destacou a importância do atleta para o esporte nacional. Segundo ele, Oscar era um “patrimônio nacional do basquete” e seguia sendo lembrado pela trajetória marcada por títulos, recordes e reconhecimento internacional.
Janjão contou que conviveu com o ex-jogador por oito anos e que chegou a atuar ao lado dele em duas temporadas no Flamengo. Na avaliação do sul-mato-grossense, a postura de Oscar dentro das quadras era de extrema competitividade e disciplina, com dedicação acima da média até nos treinos mais simples.
O ex-selecionável também recordou um episódio ocorrido em uma partida contra a Argentina, quando Oscar, após não ir bem, teria voltado sozinho à quadra para treinar arremessos depois do fim do jogo. Para Janjão, esse comportamento resumia a determinação do ídolo e a forma como ele se preparava para decidir partidas.
Além da convivência profissional, Janjão afirmou que levou para a vida ensinamentos deixados por Oscar, como amor ao esporte e determinação. Ele também lembrou a participação dos dois nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, e disse que o ex-companheiro era um exemplo dentro e fora das quadras.
Oscar Schmidt deixou marcas no basquete mundial com conquistas como o ouro no Pan-Americano de 1987, três títulos sul-americanos, o Mundial de Clubes de 1979 e a entrada no Hall da Fama do Basquete, em 2013. No fim da entrevista, Janjão resumiu a despedida como irreparável para quem acompanha e ama o esporte.
Fonte: Campo Grande News




