22/04/2026
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    Biólogo transforma rotina do Pantanal em vídeos e destaca convivência entre fauna e cultura

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    O biólogo e produtor audiovisual Luiz Mendes tem chamado atenção ao registrar cenas do cotidiano no Pantanal de Mato Grosso do Sul, com foco tanto na vida selvagem quanto na rotina dos pantaneiros. Ao longo de dez anos, ele construiu um trabalho baseado na observação paciente, que resultou em vídeos com boa repercussão nas redes sociais.

    Nascido em Campo Grande e criado na região de Aquidauana, Luiz cresceu cercado pelas paisagens pantaneiras. A ligação com a fotografia começou cedo, influenciada pelo avô, e ganhou novo sentido durante a graduação em Biologia, quando a câmera passou a ser ferramenta para mostrar o que via no campo. Antes de atuar no audiovisual, ele também trabalhou como professor e pesquisador.

    Em campo, a formação científica orienta a forma como ele registra os animais. Luiz afirma que não existe uma distância única para a filmagem de espécies como a onça-pintada: tudo depende do comportamento do animal. Se houver qualquer mudança que indique incômodo, a orientação é se afastar. Segundo ele, esse cuidado é importante para a segurança e para o bem-estar da fauna.

    Para o produtor, o audiovisual também funciona como instrumento de educação ambiental. Ao mostrar fauna, cultura e o modo de vida local, ele busca ampliar o conhecimento sobre o Pantanal e ajudar a desfazer estigmas, como a ideia de que a onça representa apenas ameaça. Luiz também destaca o papel das imagens para enfrentar informações falsas e reforçar a importância da conservação.

    Hoje, ele trabalha à frente de uma produtora audiovisual, presta serviços para documentários e pousadas e, em alguns casos, acompanha pequenos grupos de fotógrafos. A convivência com o território, diz, faz diferença no planejamento das viagens e na leitura do melhor momento para cada registro. Entre cheia e seca, o Pantanal muda de cenário, mas mantém, em sua visão, a possibilidade de convivência entre atividade econômica, presença humana e conservação.

    Além da natureza, Luiz também procura valorizar o conhecimento dos pantaneiros, que, segundo ele, aprendem na prática a interpretar cheias, animais e os desafios de um ambiente que alterna períodos secos e alagados. Ele resume o trabalho com a ideia de que o tempo é da natureza e que, muitas vezes, são necessários dias de espera até que a imagem aconteça.

    Fonte: Campo Grande News

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