Pacientes com doença renal crônica apresentam risco mais alto de complicações e morte quando contraem dengue, segundo estudo que analisou mais de 5,8 milhões de casos confirmados no país em 2024. Entre os 30.527 pacientes com a condição, os índices foram bem superiores aos registrados na população geral.
De acordo com o levantamento, a mortalidade por dengue chegou a 2,2% entre pessoas com doença renal crônica, enquanto no total de casos o percentual foi de 0,1%. O quadro grave também apareceu com mais frequência nesse grupo, com taxa de 1,6%, ante 0,1% no restante da amostra.
A necessidade de internação seguiu a mesma tendência: 14% dos pacientes renais precisaram ser hospitalizados, contra 4% no conjunto total analisado. Mesmo após ajustes por idade, sexo, nível socioeducativo e outras doenças, como hipertensão e diabetes, a doença renal continuou associada ao agravamento da infecção.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista em parceria com a Universidade Federal do Ceará, com base em registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Os autores também observaram maior frequência de sinais ligados a complicações, como náuseas, dor nas costas, dor atrás dos olhos e fragilidade capilar.
Esses achados reforçam a necessidade de atenção desde o início do atendimento, segundo os pesquisadores. A análise sugere ainda que pessoas com doença renal crônica sejam incluídas entre os grupos prioritários para vacinação contra a dengue e recebam maior مراقamento nos protocolos clínicos.
O alerta ganha mais peso diante da circulação do vírus em Mato Grosso do Sul, que havia registrado 352 casos até 1º de abril. O estudo também observa a possibilidade de subnotificação da doença renal nos registros oficiais, o que pode significar impacto ainda maior do que o identificado.
Fonte: Campo Grande News — https://www.campograndenews.com.br/saude-e-bem-estar/estudo-aponta-que-doenca-renal-triplica-risco-de-morte-por-dengue




