Contribuintes que ficaram retidos na malha fina do Imposto de Renda 2026 devem verificar de onde partiu a divergência e ajustar os dados com base nos documentos oficiais. A orientação da Receita Federal ocorre em meio ao aumento de inconsistências no início do período de entrega.
O primeiro passo é acessar o sistema da Receita e identificar o motivo da retenção. Em muitos casos, a diferença está em informações enviadas por empresas, bancos ou planos de saúde que não batem com os informes de rendimentos.
Se o erro tiver sido da fonte pagadora, o contribuinte deve pedir a correção e aguardar até dez dias para que a atualização apareça na declaração pré-preenchida. Segundo a Receita, esse é o prazo médio de processamento depois do reenvio das informações.
Quando a divergência continua ou o equívoco foi cometido pelo próprio contribuinte, a saída é enviar uma declaração retificadora. Nesse caso, o novo envio substitui integralmente o anterior e precisa reproduzir fielmente os documentos oficiais.
Entre as falhas mais frequentes estão rendimentos com valores diferentes dos informados, ausência de dados de investimentos, erros em despesas médicas e duplicidade de informações. Também são registradas inconsistências em dependentes, pensões e aplicações financeiras.
A Receita atribui boa parte dos problemas de 2026 ao novo modelo de transmissão de dados, que passou a ocorrer mensalmente pelo eSocial e pela EFD-Reinf. Para reduzir riscos, a recomendação é revisar rendimentos tributáveis, valores isentos, deduções, bens e movimentações financeiras antes do envio ou da retificação. Se a declaração já estiver correta e a empresa responsável corrigir os dados, a saída da malha pode acontecer automaticamente.
Fonte: Campo Grande News




