22/04/2026
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    Procedimento pouco usado no país trata síndrome urinária rara e preserva fertilidade em Campo Grande

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    Um procedimento considerado inédito em Campo Grande foi usado no Hospital Proncor para tratar um caso raro de obstrução urinária, sem recorrer à cirurgia tradicional. A intervenção foi feita pelo urologista Dr. Celso Pimenteira em um paciente de 40 anos.

    O quadro envolvia a chamada Síndrome de Marion, também conhecida como dissinergia do colo vesical. Segundo o médico, trata-se de uma condição em que a abertura do colo da bexiga durante a micção fica dificultada, mesmo sem uma obstrução anatômica clara.

    Os sintomas podem lembrar problemas comuns da próstata, como jato fraco e sensação de bexiga cheia após urinar. No caso atendido, os exames mostraram que a bexiga já sofria com o esforço constante para vencer a resistência no fluxo urinário.

    De acordo com o especialista, quando a obstrução funcional não é tratada, o problema pode avançar e causar espessamento da parede da bexiga, perda de contração, infecções urinárias recorrentes e, em situações mais graves, comprometimento da função renal.

    Para evitar cortes e remoção de tecido, a equipe utilizou o iTind, dispositivo temporário introduzido pela uretra. A tecnologia atua remodelando o canal prostático e o colo da bexiga, permanecendo por alguns dias no organismo antes de ser retirada.

    Um dos pontos destacados pelo médico é a preservação da função ejaculatória, o que ajuda a reduzir o risco de ejaculação retrógrada. No caso tratado, o procedimento permitiu melhora do fluxo urinário e da qualidade de vida, com preservação da saúde reprodutiva.

    Fonte: Campo Grande News

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