A busca pela chamada “pele de vidro”, associada a um rosto liso, iluminado e com aparência translúcida, ganhou força nas redes sociais e virou referência de beleza para muita gente. Mas, segundo a dermatologista Lidiane Costa, o resultado vai muito além de cosméticos e de rotinas longas com diversos passos.
Ela afirma que, na Coreia do Sul, esse cuidado é tratado quase como uma manutenção contínua, com sessões em clínicas voltadas a objetivos específicos, como melhorar poros, tratar manchas, estimular colágeno e recuperar firmeza. Nesse contexto, tecnologia, especialmente o laser, tem papel importante ao lado dos produtos de uso diário.
Ao comentar a popularização dos cosméticos coreanos no Brasil, a médica alerta que copiar a rotina ao pé da letra nem sempre traz o mesmo efeito. O clima tropical, a maior incidência solar e a diversidade da pele brasileira exigem adaptação. Para ela, uma rotina básica bem feita já cumpre boa parte da função: limpeza, hidratação, uso de ativos e protetor solar.
Mesmo com os cuidados em casa, há um momento em que a pele começa a mudar. Antes de rugas profundas surgirem, podem aparecer sinais como perda de firmeza, textura irregular, aspecto cansado e menos definição do contorno facial. Nessa fase, procedimentos dermatológicos podem entrar como complemento.
Entre os protocolos citados pela especialista está o Z Lift Face, que busca estimular o colágeno de forma progressiva e sem inflamação excessiva. A proposta, segundo ela, é deixar a pele mais viçosa e com melhora gradual, sem alterar traços nem provocar um aspecto artificial.
Lidiane também chama atenção para os riscos do uso inadequado de tecnologias estéticas. O laser, afirma, pode causar manchas, queimaduras e cicatrizes se não for aplicado corretamente. Para a dermatologista, o chamado luxo da pele bonita hoje está menos em parecer diferente e mais em aparentar saúde, naturalidade e bom cuidado contínuo.
Fonte: Campo Grande News




