25/04/2026
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    Receita em MS vê disparada de apreensões de canetas emagrecedoras e enfrenta desafio para destruir produtos

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    O contrabando de medicamentos e produtos estéticos ilegais na fronteira entre Brasil e Paraguai passou a exigir uma resposta diferente da Receita Federal em Mato Grosso do Sul. Se antes eletrônicos concentravam a maior parte das apreensões, agora as canetas emagrecedoras lideram o volume de mercadorias retidas, com aumento superior a dez vezes em relação ao ano passado.

    O delegado-adjunto da Receita Federal em Campo Grande, Henry Tamashiro de Oliveira, afirmou que a alta começou no início deste ano. Segundo ele, o crescimento está ligado tanto ao avanço do contrabando quanto ao reforço da fiscalização. O trabalho, de acordo com o delegado, envolve atuação conjunta com forças policiais nas estradas, além de ações de inteligência voltadas a esse tipo de produto.

    Entre os itens mais apreendidos estão as chamadas canetas emagrecedoras, especialmente as associadas ao Mounjaro. O delegado relatou que esses produtos têm sido encontrados em locais improvisados, como dentro de motor e de pneu de carro. Em muitos casos, também há preocupação com o armazenamento, já que parte desses medicamentos deveria ficar refrigerada.

    Além do risco ligado ao transporte e à conservação, a Receita chama atenção para a falta de controle sanitário. Os produtos não têm comprovação de origem nem passam por órgãos reguladores como a Anvisa, o que, segundo o órgão, representa perigo à saúde da população. A maior parte das mercadorias, conforme informado, vem do Paraguai e é comprada em farmácias e outros estabelecimentos.

    Depois da apreensão, os itens seguem o procedimento administrativo normal, com autuação, defesa e eventual perdimento. Mas, nesse caso, não há possibilidade de reaproveitamento. A destinação costuma ser a destruição, o que virou um desafio adicional para a Receita em Mato Grosso do Sul, já que ainda não existe contrato específico para esse tipo de descarte no estado.

    Sem estrutura local suficiente, a solução tem sido enviar parte do material para outros estados, como Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. Ao mesmo tempo, a Receita avança em projetos de reaproveitamento para outras mercadorias, como TV Box, que podem ser desmontados e transformados em computadores para escolas. A proposta também inclui estudos com a UFMS sobre agrotóxicos e alternativas mais sustentáveis de neutralização e descarte.

    Fonte: Campo Grande News

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