Um projeto da Lhg Mining Corumbá, antiga J&F Mineração, prevê investimento de R$ 1,9 bilhão para ampliar a capacidade de embarque de minério no Terminal Privativo Gregório Curvo, em Corumbá, a 428 km de Campo Grande. A proposta, apresentada em Rima ao Imasul, mira uma movimentação de 15 milhões de toneladas por ano.
Segundo o estudo, a expansão do terminal pode favorecer também a ferrovia. O relatório aponta que o aumento do volume embarcado tende a elevar a demanda logística e, com isso, tornar viável o investimento da operadora Rumo em mais capacidade de transporte ferroviário. O documento também associa o projeto à redução de impactos na comunidade de Porto Esperança e ao menor risco de atropelamento de fauna na rota atualmente utilizada.
O terminal fica no distrito de Porto Esperança, onde vivem 54 famílias e cuja história está ligada à Estação Ferroviária da Estrada de Ferro, inaugurada em 1912. A área é estratégica para o escoamento do minério de ferro da Mina de Santa Cruz pela Malha Oeste. Hoje, a licença em vigor autoriza armazenamento de 700 mil toneladas por ano de minério de ferro e manganês.
Para viabilizar a operação, o estudo prevê uma série de etapas logísticas, como chegada dos vagões pela ferrovia, descarregamento automático, estocagem em pátio, peneiramento e envio ao píer. Também estão previstas estruturas para carregamento de barcaças. A obra inclui retirada de vegetação em 66,52 hectares, terraplenagem, abertura de acessos e construção de uma ponte sobre corixo.
Parte do material usado na obra deve vir de fornecedores locais, mas outra parcela será obtida por dragagem de manutenção de calado. O volume estimado é de 234.619 metros cúbicos, com o objetivo de manter a navegabilidade das embarcações que transportarão o minério no Rio Paraguai. O relatório também menciona medidas para controle de poeira, ruídos e erosão, além de possíveis efeitos sobre áreas de preservação e fauna aquática.
O projeto estima 1.642 trabalhadores ao longo da implantação, com pico de 999 funcionários. Na operação, serão necessários 218 profissionais, sendo 24 novas vagas. A fase de implantação está prevista entre 2026 e 2029, com início das operações em 2029. O estudo será discutido em audiência pública marcada para 11 de junho.
Fonte: Campo Grande News




