27/04/2026
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    Frete rodoviário continua alto em MS e pressiona receita de produtores de grãos

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    Mesmo sem a disparada observada em Mato Grosso, o frete rodoviário em Mato Grosso do Sul continua em patamar elevado e segue pesando no bolso do produtor de grãos. Levantamentos citados pela Aprosoja/MS mostram que rotas importantes do Estado permanecem próximas de R$ 300 por tonelada, valor considerado alto para o setor.

    Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, houve movimento desigual nas principais praças acompanhadas. Em Chapadão do Sul, a queda foi de cerca de 8%, enquanto Maracaju registrou alta leve de 1%. Ainda assim, os preços se mantiveram pressionados. Em fevereiro, os valores voltaram a subir e chegaram a R$ 300 por tonelada em Chapadão do Sul e R$ 276 em Maracaju.

    Para o analista de economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, os números indicam que o problema já não pode ser tratado como pontual. Segundo ele, os dois corredores seguem em níveis historicamente altos, com oscilações frequentes próximas de R$ 300 por tonelada, o que reforça a percepção de um frete estruturalmente caro.

    A pressão sobre os custos voltou a aumentar em março, quando o frete rodoviário no Brasil avançou cerca de 3,36%, influenciado pelo diesel e pela demanda no escoamento da soja. Fernandes também avalia que o cenário pode se agravar se os conflitos geopolíticos se prolongarem, mantendo os custos elevados para o produtor.

    Na prática, o impacto chega diretamente à renda no campo. O analista explica que o frete mais caro reduz o preço líquido recebido pelo produtor, funcionando como um desconto sobre a cotação. No caso do milho, a tendência é de efeito ainda mais forte, já que o cereal tem menor valor por tonelada e maior sensibilidade ao custo logístico.

    Entre os fatores que ajudam a sustentar os preços está o combustível. A média do diesel no Estado chegou a R$ 7,11 por litro em março, além de tensões externas, como as registradas no Estreito de Ormuz, que mantêm o petróleo valorizado e dificultam quedas mais consistentes. Para a Aprosoja/MS, o frete passou a ser um dos principais fatores de risco econômico da safra.

    Fonte: Campo Grande News

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