A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias de Campo Grande, negou o pedido de prorrogação da prisão dos cinco alvos da Operação OncoJuris. Com a decisão, eles foram liberados ao fim do prazo de cinco dias da detenção temporária.
No despacho, a magistrada avaliou que os investigados são primários e não teriam interferido na colheita de provas. Para ela, neste momento, medidas cautelares diferentes da prisão seriam suficientes. Entre as restrições impostas, os alvos devem manter distância e não podem manter contato entre si.
Segundo a apuração, os presos estavam em celas na Depac/Cepol e no Presídio Militar, em Campo Grande, além da Polícia Civil em Ribas do Rio Pardo. A liberação ocorreu ontem, já que o prazo da prisão temporária passa a contar no dia em que a ordem é cumprida.
A operação é um desdobramento de investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos da Saúde para a compra de medicamentos de alto custo, que teria movimentado R$ 78 milhões. Entre os detidos, esteve o farmacêutico Luiz Henrique Marino, proprietário da farmácia Multidrogas, em Ribas do Rio Pardo, apontado pela força-tarefa como integrante da organização investigada.
Também foram liberados o outro farmacêutico, Reginaldo Pereira dos Santos, de 54 anos, os advogados Altair Penha Malhada, de 40, e Victor Guilherme Lezo Rodrigues, de 27, além do ex-servidor Guilherme de Oliveira Neto, de 37 anos. As defesas contestaram eventual prorrogação das prisões e disseram confiar no andamento das investigações. A ofensiva foi conduzida pelo Dracco, pelo MPMS, pela Defensoria Pública e pela Receita Federal, com mandados cumpridos em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
Fonte: Campo Grande News




