Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul , através da promotora Karina Vedoatto, não acatou a decisão da Justiça Eleitoral do estado que julgou improcedente o pedido de cassação do vereador Brendo Kaique (PSDB) e recorreu da decisão.
Segundo a comunicação do MP e o Diário do Conesul, a investigação apura a possível troca de combustível por apoio político entre eleitores. Os abastecimentos em questão estão vinculados a despesas registradas pelo Clube Esportivo Naviraiense (CEN), cuja diretoria incluía o pai do vereador alvo da investigação.
Brendo, segundo o Capital News, alegou que não havia provas capazes de demonstrar que os abastecimentos possuíam finalidade eleitoral . Segundo os advogados, era prática comum o CEN fornecer combustível para deslocamentos relacionados às atividades esportivas, envolvendo categorias de base, atletas, pais, treinadores e colaboradores.
O juiz eleitoral Marcelo Guimarães Marques reconheceu a existência de irregularidades apontadas durante a investigação. No entanto, concluiu que não foram apresentadas provas suficientes para responsabilizar o candidato pela prática de compra de votos ou para demonstrar sua participação direta nos fatos narrados pelo Ministério Público Eleitoral.
O MP discorda e acredita que “ o conjunto de provas coletadas durante a investigação justifica uma nova análise dos fatos”. Segundo a promotora “as evidências coletadas incluem documentos, registros de abastecimento, imagens de câmeras de segurança e conversas em aplicativos de mensagens, além de informações obtidas durante diligências que incluíram mandados de busca e apreensão ”. As informações citadas pelo MP foram reunidas no contexto da Operação Integridade, iniciada pela Polícia Federal após o primeiro turno das eleições municipais de 2024.
Fonte: TV Sobrinho




