Com cerca de R$ 38 milhões em investimentos do Governo de Eduardo Riedel, pavimentação de todas as ruas do Nova Lima avança
Com cerca de R$ 38 milhões em investimentos de Estado, município e União, o Nova Lima avança para ter 100% das ruas pavimentadas. Moradores como Jucimara Valejo relatam o fim de dificuldades provocadas pela lama, poeira e buracos e percebem melhorias na circulação e na rotina do bairro. O governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, destinou mais de R$ 27,5 milhões ao convênio.
Quando chegou ao Nova Lima, há dois anos, Jucimara Valejo carregava uma resistência: não queria morar em um bairro onde as ruas ainda eram marcadas pela lama, pelos buracos e pela falta de pavimentação. O cotidiano confirmou, no início, parte desse receio. Circular pela região nem sempre era simples, principalmente em períodos de chuva.
“Eu não queria morar aqui porque não tinha asfalto. Quando cheguei, era muita lama e muito buraco”, lembra.
Dois anos depois, a frase com que Jucimara define sua relação com o bairro mudou de direção. Com o avanço das obras de pavimentação, a melhoria da infraestrutura e uma rotina que ela considera mais segura, a moradora diz que se adaptou ao lugar que antes evitava.
“O asfalto contribuiu muito para a gente poder sair, circular e viver melhor. Hoje eu me adaptei ao bairro, vejo os vizinhos unidos e não quero mais sair daqui.”
A mudança percebida por Jucimara ajuda a traduzir uma transformação mais ampla em curso em um dos bairros mais populosos de Campo Grande. Depois de décadas em que moradores conviveram com a poeira da terra vermelha na estiagem, o barro durante as chuvas, buracos e dificuldades de deslocamento, o Nova Lima caminha para ter 100% de suas ruas pavimentadas.
São aproximadamente R$ 38 milhões em investimentos, reunindo recursos do Governo de Mato Grosso do Sul, da Prefeitura de Campo Grande e do Governo Federal. Dentro do convênio, a gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, destinou mais de R$ 27,5 milhões para as intervenções de pavimentação e drenagem.
Mais do que alterar a aparência das ruas, a obra começa a modificar pequenas tarefas que fazem parte da vida diária: entrar e sair de casa, dirigir em dias de chuva, chegar ao comércio, circular pelo bairro ou simplesmente manter portas e janelas abertas sem enfrentar a poeira levantada pelo trânsito.
O fim da poeira e dos carros atolados
Paulo Sérgio Fiusa Almeida, de 42 anos, conhece essa diferença pela experiência da própria família. Ele mora no Nova Lima há cerca de seis anos, em frente à casa da mãe, Maria do Carmo, de 63 anos, que vive na região desde 2001.
Ao longo desse período, acompanhou a mudança das ruas e guarda na memória os dois extremos impostos pelo solo sem pavimentação: poeira quando fazia sol e atoleiro quando chovia.
“Aqui era complicado: quando ventava e estava seco, era muita poeira; quando chovia, virava barro e atoleiro. Depois que o asfalto chegou, melhorou cem por cento. Acabou aquela poeirada e não tem mais os carros atolando como acontecia antes”, conta.
Para ele, a transformação não terminou na porta de casa. Paulo percebe reflexos também na ocupação do bairro. Terrenos antes vazios começaram a receber construções, enquanto novas casas surgiram para venda e aluguel.
“Tem muita casa nova surgindo, para vender e para alugar. O asfalto trouxe benfeitoria, valorizou tudo e fez o bairro crescer”, afirma.
A percepção dos moradores mostra como uma intervenção essencialmente urbana pode produzir efeitos que se espalham por outras dimensões da vida do bairro. “Uma rua pavimentada facilita o deslocamento, mas também melhora o acesso a estabelecimentos, favorece a circulação de clientes e ajuda a aproximar serviços de quem vive na região”, explica o governador.
Um bairro onde já se encontra “tudo aqui”
Rosemir Gonçalves Bonuto, moradora do Nova Lima há quatro anos, observa a transformação a partir de uma história familiar muito mais longa. Seus pais viveram mais de quatro décadas no bairro e conheceram uma realidade bastante diferente da atual.
“Meus pais moravam há mais de 40 anos aqui no Nova Lima. Pegaram aquela época bem difícil do bairro, que não tinha nada, só terrão. Hoje é outra realidade”, relata.
Para Rosemir, a expansão do comércio é um dos sinais mais visíveis dessa mudança. Serviços e produtos que antes exigiam deslocamentos para outras regiões de Campo Grande passaram a ser encontrados dentro do próprio bairro.
“Quando vemos este bairro asfaltado e com todo este comércio, podemos dizer que as pessoas não precisam mais descer para o centro da cidade, porque encontram tudo aqui”, afirma.
Ela também associa a nova fase do Nova Lima à chegada de empreendimentos, novas moradias e melhorias viárias. “Vi que melhorou muito com o Azambuja e agora com o governador Eduardo Riedel. A tendência é só melhorar. Estamos vendo novos empreendimentos, casas novas e condomínios fechados chegando. É outra realidade com asfalto e avenidas duplicadas”, diz.
Infraestrutura e sensação de segurança
No caso de Jucimara, a mudança na relação com o Nova Lima também passa pela sensação de segurança.
Antes de se mudar, ela conta que havia receio em razão da imagem de violência associada à região. Hoje, descreve uma rotina diferente, na qual consegue ocupar mais os espaços do próprio bairro.
“Antes, a gente tinha medo de sair. Hoje eu faço academia, saio com minha amiga e consigo andar pelo bairro com muito mais tranquilidade”, afirma.
A moradora diz perceber patrulhamento frequente da Polícia Militar pelas ruas e avenidas, inclusive durante a noite.
Também destaca a colaboração entre vizinhos como parte dessa nova relação com o lugar.
“Hoje eu me sinto segura. Os vizinhos ajudam a cuidar uns dos outros, a polícia está presente e o bairro já não é mais aquele lugar perigoso que as pessoas comentavam. A realidade melhorou muito”, diz.
O relato mostra como diferentes elementos — infraestrutura urbana, maior circulação, presença policial e organização comunitária — podem se combinar na percepção cotidiana de quem vive no bairro.
Meta é concluir pavimentação
Para Riedel, o investimento no Nova Lima representa um exemplo de como obras de infraestrutura podem produzir efeitos para além da própria pavimentação.
“Uma obra como essa mostra que infraestrutura não é apenas concreto e asfalto. É respeito pelas pessoas, é dignidade para as famílias e é oportunidade para toda uma região”, afirma o governador.
Segundo ele, a parceria entre Estado e município busca superar uma situação enfrentada durante anos pelos moradores e alcançar a pavimentação integral do bairro.
“Durante muito tempo, os moradores do Nova Lima enfrentaram poeira, lama e dificuldades para circular. Agora, com a parceria entre o Governo do Estado e o município, estamos avançando para pavimentar 100% das ruas do bairro e transformar essa realidade de forma definitiva”, diz.
Riedel também relaciona a intervenção à dinâmica econômica e urbana da região.
“Quando uma rua recebe asfalto, a vida muda: o comércio cresce, os imóveis se valorizam, os serviços chegam com mais facilidade e as famílias passam a viver com mais segurança e tranquilidade”, afirma.
As obras estão alinhadas à agenda de infraestrutura, cidades e desenvolvimento urbano prevista no Plano de Governo 2027–2030, que estabelece entre seus eixos a melhoria das cidades, integração territorial, sustentabilidade e qualidade dos serviços públicos.
A conclusão da pavimentação será, portanto, também um desafio de continuidade: transformar a meta de 100% das ruas asfaltadas em uma realidade permanente e fazer com que a infraestrutura acompanhe a expansão de um bairro que continua recebendo moradores, casas, serviços e empreendimentos.
Para quem vive essa transformação do lado de dentro, o resultado mais imediato está na possibilidade de sair de casa sem enfrentar o barro que antes dominava as ruas.
Jucimara chegou ao Nova Lima sem querer ficar. Depois de ver a paisagem e sua própria rotina mudarem, resume a nova relação com o bairro de uma maneira que talvez nenhuma estatística consiga traduzir: agora, não quer mais ir embora.
Fotos: Bruno Rezende
Fonte: Panorama do MS




