Clube de Ypehú, no Paraguai, atravessa gerações e chega ao aniversário centenário embalado pela disputa da semifinal da Liga Mbaracayuense de Deportes
Raysa Almeida/Tv Sobrinho –
Há 102 anos, o futebol começou a escrever uma das histórias mais tradicionais de Ypehú, no departamento de Canindeyú, Paraguai. Fundado em 4 de setembro de 1924, pelas mãos do professor Crisólogo Sanabria, o Club Deportivo Mbaracayú se tornou, ao longo das décadas, muito mais do que uma equipe de futebol, virou símbolo de identidade, tradição e pertencimento para sua comunidade.
O nome Mbaracayú está ligado à própria região e à imponente Cordilheira de Mbaracayú, referência que acompanha a identidade do clube desde sua origem.
Mais de um século de história também significa gerações inteiras que ajudaram a construir o clube. Famílias como Morel, Jiménez, Paiva, Verón, Benítez, Fernández, Martínez, Ramírez, Quintana, Achucarro, Casco, Lesme, Otasú, Franco, López, Rodríguez, Aquino, Gadea, Garrido, Ortiz, Mesa, Chávez e González, entre tantas outras, deixaram suas marcas na trajetória do Mbaracayú.
Nas arquibancadas, a paixão pelo amarelo e preto atravessa gerações. No campo, a tradição é representada por conquistas que fazem parte da memória do clube.
O Mbaracayú foi campeão da Liga Mbaracayuense em 2013 e 2025 , além de ter conquistado o vice-campeonato em 2008, 2009, 2022 e 2023.
E justamente no aniversário de 102 anos, o clube vive mais um momento decisivo de sua história.
Em busca do tricampeonato da Liga Mbaracayuense de Deportes, o Mbaracayú está na semifinal diante do Nueva Estrella. No jogo de ida, a equipe venceu a Laranja Azul Ypejhuense por 1 a 0 e chega ao confronto de volta com vantagem.
Para avançar à decisão, um empate é suficiente. Caso seja derrotado, independentemente do placar, a vaga será definida nas cobranças de pênaltis.
É uma decisão que vale muito mais do que uma vaga na final. Para um clube que completa 102 anos, cada partida representa também a continuidade de uma história construída por jogadores, dirigentes, famílias e torcedores que mantêm viva a paixão pelo Mbaracayú.
Essa identidade também está eternizada no hino “Mbaracayú Épico”, de autoria do professor José Quintana, que traduz o sentimento de quem acompanha o clube há gerações.
Fonte: TV Sobrinho




