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Passeata pelo fim da violência doméstica será nesta terça

A Prefeitura Municipal de Naviraí por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres em parceria com o CMDM (Conselho Municipal dos Direitos da Mulher) realizará nesta terça-feira, dia 10 de Dezembro, o encerramento do período dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher.

Ao longo dessa mobilização iniciada em 20 de Novembro, foram realizadas palestras em empresas abordando a questão da violência doméstica; reuniões com mulheres atendidas por programas de transferência de renda coordenados pelo município; blitz educativas dentre outras ações.

Para fechar esse período de mobilização que envolveu setores importantes da sociedade civil organizada na luta pelo fim da violência contra a mulher, acontecerá nesta terça-feira (10) a partir das 16h30, uma Passeata. Participarão do evento homens e mulheres que percorrerão a Avenida Weimar Torres saindo das proximidades do Myasaki indo até a Praça Euclides Fabris. Durante o trajeto haverá um apitaço, conduzido por cartazes pedindo o fim da violência doméstica, e à frente, um carro de som chamará a atenção da população para o ato em via pública.

Segundo Fabíola Guedes Chociai de Matos, Coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres de Naviraí e primeira dama do município, essa ação se faz necessária tendo em vista que o número de denúncias de violência contra a mulher tem aumentado ano a ano. Em 2012 foram instaurados 406 inquéritos e relatados 371 casos. Neste ano de 2013, até o início da campanha do ativismo, já existiam 445 inquéritos instaurados e 473 casos relatados.

“A violência de gênero ainda é presente em muitos lares de nossa cidade” disse Fabíola Chociai de Matos. Muitas mulheres vítimas de violência desistem de denunciar seus agressores por medo de represália, mas se esquecem que não estão sozinhas nessa luta. “Naviraí possui hoje um Centro de Referência no Atendimento à Mulher com profissionais capacitados para auxiliar mulheres ameaçadas ou vitimadas, prevenindo ou até mesmo colocando um fim na violência de gênero, como é o papel, por exemplo, da Delegacia de atendimento à Mulher”, acrescentou Fabíola.