karolina
Adolescente morreu no Hospital Regional (Arquivo familiar)

A adolescente Karolina Ribeiro Soares, 16 anos, morreu na tarde da quarta-feira (13), após ter três paradas cardíacas no Hospital Rosa Pedrossian, em Campo Grande. De acordo com a tia da garota, Maria Antônia Soares, os médicos do hospital suspeitam que a morte possa ter sido causada pelo Zika vírus.

A família relata que Karolina começou a se sentir mal no fim de semana e foi levada pela família por duas vezes ao CRS (Centro Regional de Saúde) do Coophavila.

Ela apresentava sintomas de dengue associados a febre alta, vômitos, suor frio e falta de ar. Logo na primeira ida, os médicos descartaram a possibilidade de dengue, mandaram a menina para casa e receitaram dipirona.

Como não apresentou melhoras, a adolescente foi levada pela segunda vez ao posto de saúde. Segundo a tia, mais uma vez os médicos não pediram exames e mandaram a adolescente para casa. “Eles poderiam ter dado atenção a ela e não dado dipirona. Não é o primeiro caso deste tipo que a gente fica sabendo”, lamenta.

Karolina não melhorou e a madrasta a levou ao Hospital Regional Rosa Pedrossian. Segundo a tia, no local, a adolescente foi bem atendida, mas não havia mais tempo. Ao meio-dia da quarta, ela já foi entubada e teve as paradas cardíacas. “O atendimento foi bom, mas o estado já estava avançado. Fizeram de tudo, todos os médicos desceram e foram lá”.

A família diz acreditar que se a adolescente tivesse tido atenção dos médicos no posto de saúde, poderia estar viva. “Talvez pensaram que como ela era jovem, saudável, forte, não era grave”. Maria Antônia afirma que por conta da rápida evolução do quadro, e como dengue foi descartada por meio de uma exame para medir as plaquetas, os médicos disseram que poderia ser Zika vírus. Eles orientaram a família a pedir um exame necroscópico para identificar a causa da morte.

A tia diz que os pais de Karolina estão inconsoláveis. “Minha irmã [mãe da menina] não fala nada. Fica parada o tempo todo”. Na lembrança da tia, fica Karolina, uma adolescente roqueira com grande amor pelo irmão.

“Era carinhosa e gostava muito do irmã. Ela teve uma fase roqueira. Vestia preto o tempo todo, mas agora tava começando a mudar e vestir umas roupas mais coloridas Um pouco rebelde. Coisas da idade”, lembrou emocioada Maria Antônia.