Azambuja tem elevado impostos - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Partidos medem força na Assembleia

No primeiro ano o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) conseguiu trocar a presidência da Assembleia por vaga nas comissões. Agora, com a presidência consolidada, o governador não consegue minimizar a força do PMDB na Assembleia e passa a ficar vulnerável.

A briga é grande pelo comando das comissões na Assembleia. Lá, quem tem maioria fica com duas das cinco vagas nas comissões. Hoje o PMDB tem o maior número de deputados e, naturalmente, ficaria com duas vagas. Porém, para ter mais integrantes, Azambuja deve montar um bloco de oito deputados, o que lhe garantirá duas vagas.

De olho nos tucanos, os peemedebistas também decidiram fazer bloco e podem dividir as comissões, ficando com duas vagas cada e deixando a outra para o PT, que tem quatro deputados na Assembleia.

O líder do governo na Assembleia, Rinaldo Modesto (PSDB), confirmou que o partido tem interesse em formar um bloco de nove ou dez deputados e que as conversas devem começar hoje. Todavia,  não demonstrou preocupação com a concorrência do PMDB, descartando aliança entre o partido e o PT, em eventual oposição. “Não vai acontecer”, apostou.

As comissões são decisivas na Assembleia, principalmente na Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todos os projetos. Somados os votos de PMDB e PT, em eventual oposição, Azambuja teria dificuldade em passar projetos e aumentaria a dependência do PMDB, que hoje está na base.

O PMDB tem seis deputados na Assembleia e o PSDB cinco. Desta maneira, o PMDB precisa convencer dois deputados a formar bloco. Márcio Fernandes (PTdoB), Lídio Lopes (PEN) e  Barbosinha (PSB) são as apostas do partido. Já o PSDB precisa de três e deve contar com a aliança com PDT, que tem dois deputados, Mara Caseiro (PMDB), Zé Teixeira (DEM) ou o próprio Barbosinha.