15/02/2026
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    Após vendaval de 82 km/h, 30 famílias estão abrigadas em escola de Paranhos

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    O prefeito Hélio Acosta informou que já baixou um decreto e vai decretar situação de emergência

    Jornal do Conesul –

    Após o vendaval que atingiu Paranhos nesta terça-feira (19) com ventos de 82 km/h, o prefeito Hélio Acosta (PSDB) esteve na manhã desta quarta-feira (20) na aldeia Ypoi/Triunfo, uma das mais afetadas pelo temporal, onde vivem cerca de 900 indígenas, levando alimentos, café da manhã, almoço e água. Muitas casas ficaram destelhadas e alimentos foram perdidos, mas, até o momento, os danos são apenas materiais. A região registrou ventos de até 82 km/h.

    No trecho da MS-156 entre Tacuru e Amambai, a rodovia chegou a ser interditada devido à queda de árvores e galhos na pista, mas o tráfego já foi totalmente liberado.

    Por telefone, o prefeito informou que já baixou um decreto e planeja decretar situação de emergência. Cerca de 30 famílias estão abrigadas na escola da aldeia, recebendo apoio do Corpo de Bombeiros e da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena). “Estamos disponibilizando lonas de emergência e acompanhando as famílias de perto. Também entrei em contato com o Governo para que nos auxilie”, disse Acosta.

    O vendaval registrado causou estragos em diversas cidades, com rajadas de vento que chegaram a 84,2 km/h em Bonito; 82,1 km/h em Laguna Carapã; 74,9 km/h em Caracol (Fazenda Ouro e Prata); 72,3 km/h em Aral Moreira; 68 km/h em Iguatemi; 65,9 km/h em Ivinhema; 64,8 km/h em Porto Murtinho (Fazenda São Luís); 64,8 km/h em Rio Brilhante; 64,1 km/h em Jardim; 63,7 km/h em Dourados, Itaporã, Corguinho (Fazenda Morro Alegre) e Corumbá (Fazenda São Cândido); 61,2 km/h em Caarapó e Sete Quedas. Os dados são do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima).

    Em Rio Brilhante, uma árvore do tipo aroeira caiu, ocupando toda a calçada e parte da rua, sem causar danos a residências, mas exigindo horas de trabalho para corte e remoção.

    Conforme a Energisa, as fortes chuvas, acompanhadas de descargas elétricas e ventos, provocaram danos significativos à rede elétrica, principalmente na região centro-sul do estado. Objetos lançados contra a rede, além da queda de árvores e postes, foram os principais responsáveis pelas interrupções.

    Ainda segundo a concessionária, o plano de contingência foi mobilizado com equipes especializadas para restabelecer o fornecimento de energia com segurança. “Até o momento, cerca de 70% das unidades afetadas já tiveram o serviço normalizado, e as equipes seguem trabalhando para atender todos os clientes. A população é orientada a evitar contato com cabos ou fios caídos e a comunicar situações de risco pelos canais oficiais da empresa”.

    Em Dourados, rajadas entre 60 km/h e 80 km/h também provocaram queda de árvores, destelhamentos e danos a veículos. A Prefeitura realizou atendimento rápido, com limpeza de ruas e remoção de árvores, ações que se estenderam até a madrugada desta quarta-feira (20). Conforme a Defesa Civil, foram registrados 12 chamados, incluindo o tombamento de uma árvore do tipo farinha seca no Jardim dos Girassóis, que atingiu quatro veículos.

    O prefeito José Marçal Filho (PSDB) acompanhou os trabalhos, reforçando que a Prefeitura atua de forma preventiva, com podas e supressão de árvores que ofereçam riscos. A Defesa Civil também registrou queda de árvores no Parque Alvorada, Vila Matos, área central e Jardim dos Estados, além do destelhamento de uma casa no Jardim Novo Horizonte, onde foram fornecidos lona e socorro imediato aos moradores.

    O fenômeno foi classificado pelo Cobrade (Código Brasileiro de Desastres) como “Tempestade local convectiva/vendaval”, e as ações de atendimento e prevenção seguem ao longo desta quarta-feira, com apoio de prefeituras, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Energisa.

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