A morte de Vera Lucia da Silva, de 41 anos, já havia deixado a família em luto. Três dias depois do enterro, porém, a violação do túmulo em Eldorado trouxe um novo impacto aos parentes e ampliou a dor vivida após o feminicídio.
Letícia Gabrielly, filha da vítima, afirmou que a situação fez a família reviver o sofrimento. Segundo ela, ainda era difícil assimilar a morte da mãe quando o corpo foi desenterrado e violado no cemitério do município, em um caso apurado com indícios de necrofilia.
Vera Lucia foi morta a tiros dentro de casa, no Bairro Jardim Novo Eldorado, no último domingo (12), pelo ex-companheiro, que morreu em seguida. A filha do casal, de 9 anos, presenciou a cena. O histórico do relacionamento incluía violência doméstica, e a vítima já havia solicitado medida protetiva, conforme apurado.
A Polícia Civil investiga o caso e, até o momento, ninguém foi preso. Para Letícia, o episódio representa uma agressão ainda mais difícil de compreender por ter ocorrido em um espaço que deveria ser de respeito e segurança. Ela diz querer, прежде de tudo, respeito pela família e pela trajetória da mãe.
O caso de Eldorado ocorre em um contexto em que Mato Grosso do Sul registrou 17 ocorrências de vilipêndio de cadáver entre 2021 e 2025, segundo dados da Sejusp. Em 2023, foram seis registros em municípios como Campo Grande, Itaquiraí, Mundo Novo e Porto Murtinho. Já em 2025, três casos ocorreram apenas na Capital.
Os dados também indicam registros em cidades como Paranaíba, Sete Quedas, Sidrolândia, Brasilândia e Paraíso das Águas. Entre episódios anteriores citados no levantamento estão o furto do corpo de Rosilei Potronieli, em Dois Irmãos do Buriti, em 2019, e a violação de um túmulo em Campo Grande, em 2023, quando um crânio foi levado.
Fonte: Campo Grande News




