04/06/2026
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    Casa histórica demolida irregularmente na Rua 13 de Junho pode virar extensão de faculdade

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    O terreno que abrigava uma casa histórica na Rua 13 de Junho, em Campo Grande, passou por uma transformação profunda nos últimos anos. Após a demolição irregular do imóvel, a área hoje recebe um prédio de 2.700 metros quadrados, com possibilidade de uso futuro por uma extensão de faculdade.

    A antiga construção foi derrubada entre 2019 e 2020, embora já estivesse desocupada desde 2015. O lote original tinha 601,13 metros quadrados e, depois de colocado à venda, acabou incorporado a uma área maior. Um terreno vizinho, sem proteção patrimonial, também foi vendido e demolido.

    Antes da derrubada, a casa chamava atenção por características arquitetônicas descritas em ficha técnica da Prefeitura de Campo Grande. O imóvel era térreo, tinha varanda na entrada principal, pequenas muretas laterais, molduras na fachada, beiral de madeira e telhado coberto por telhas cerâmicas. Havia ainda um detalhe triangular no telhado, além de azulejos coloridos, peças metálicas, janelas metálicas e porta principal de madeira.

    Apesar desses elementos, a edificação estava em mau estado de conservação e não há informação sobre o ano de construção. O imóvel era protegido pelo Plano Diretor e estava classificado como ZEIC 2, o que torna a demolição irregular. Como compensação, foi determinada a restauração do prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Campo Grande, com projeto elaborado pela Sisep.

    Segundo a apuração da reportagem, a nova obra está em fase final, com fachada pronta e pintada, embora ainda haja trabalhadores no local. A Unigran Capital informou, em nota, que os trâmites de aquisição, projeto e execução são de responsabilidade da Z&A Construtora. A instituição afirmou também que, por integrar o mesmo grupo, poderá futuramente utilizar parte do prédio, mas que isso ainda depende de definições internas e do andamento do projeto.

    A liberação da documentação para funcionamento da nova estrutura depende da conclusão da obra de restauro, prevista para agosto, no início do segundo semestre. Até agora, os gastos com a recuperação do prédio histórico já ultrapassam R$ 200 mil. O caso também reforça a discussão sobre punições em casos de demolição irregular, já que uma proposta de regras mais rígidas apresentada pela Planurb em janeiro ainda não entrou em vigor.

    Fonte: Campo Grande News

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