21/04/2026
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    Mulheres são maioria no serviço público, mas ganham menos e chegam menos à chefia, aponta estudo

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    Embora representem 61% dos vínculos civis no serviço público brasileiro, as mulheres ainda enfrentam salários menores e mais dificuldade para alcançar cargos de comando. O quadro foi identificado em levantamento da organização República.org sobre a presença feminina na administração pública.

    Os dados indicam que, mesmo com maioria entre os vínculos, a presença feminina se reduz quando o recorte passa para diretorias e gerências, onde os homens voltam a ser maioria. O estudo relaciona esse cenário ao conceito de “burocracia representativa”, segundo o qual a diversidade dentro do Estado influencia a formulação de políticas públicas.

    A diferença também aparece na remuneração. Em média, homens recebem 37% a mais do que mulheres no serviço público. Quando a análise inclui raça, a desigualdade cresce: homens brancos têm rendimento médio 94% superior ao de mulheres negras.

    O levantamento aponta duas formas de segregação. A vertical, conhecida como “teto de vidro”, dificulta a chegada das mulheres aos postos mais altos. A horizontal concentra servidoras em áreas como saúde, educação e assistência social, historicamente menos valorizadas na estrutura pública.

    Na comparação com o setor privado, o contraste também é desfavorável ao serviço público. Enquanto no mercado privado o salário das mulheres equivale a 77% do recebido pelos homens, no setor público essa proporção cai para 72%. O Brasil ainda ocupa a última posição entre países da América Latina e Caribe em presença feminina em cargos de decisão, segundo levantamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

    Entre municípios e União, as desigualdades variam. No nível municipal, mulheres negras são maioria nos vínculos, mas representam menos de um quarto das lideranças. No âmbito federal, elas somam 11,8% dos cargos de gestão. O estudo destaca ainda que apenas 2,7% dos municípios brasileiros têm alguma política voltada à priorização de mulheres em cargos de chefia.

    Fonte: Campo Grande News

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