Carlos Carneiro Pinto, de 41 anos, morto na manhã deste domingo (26) em uma ação da Polícia Militar no Jardim Noroeste, em Campo Grande, tinha histórico de violência doméstica, segundo boletim de ocorrência. O registro também aponta outras passagens policiais no Estado.
De acordo com a ocorrência, a polícia foi acionada após uma confusão na casa da ex-companheira. Quem fez o chamado foi o filho dela, de 19 anos, que relatou que o ex-padrasto estava agressivo, quebrando objetos e aparentando estar sob efeito de drogas. Ele disse ainda que se trancou no banheiro por medo.
Quando os militares chegaram, ouviram pedidos de socorro vindos do imóvel. O jovem contou que estava na residência com um amigo quando Carlos apareceu alterado, foi ao banheiro e, em seguida, passou a ameaçar os dois de morte. Ele teria então pegado um facão.
Segundo o relato, um dos rapazes conseguiu fugir e pedir ajuda na rua, enquanto o outro correu para o banheiro e se trancou. Carlos ainda tentou arrombar a porta e dizia que iria matá-lo. A PM cercou a casa e tentou negociar a rendição, mas ele permaneceu alterado e afirmou que não se entregaria.
Conforme a ocorrência, o homem chegou a fingir que deixaria o facão no sofá, mas avançou novamente contra a equipe. A Polícia Militar usou duas vezes a arma de choque Taser, sem efeito completo. Mesmo assim, Carlos continuou com o facão em mãos e voltou a investir contra os policiais, que efetuaram disparos de pistola.
Mesmo baleado, ele ainda avançou alguns passos antes de cair. O Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou a morte no local. A perícia apontou quatro tiros, com ferimentos no antebraço, bíceps, abdômen e clavícula. O facão, com cerca de 60 centímetros, e a arma usada na ocorrência foram recolhidos.
Segundo a publicação, Carlos tinha ao menos duas passagens por violência doméstica, além de registros por estupro e ato obsceno. O caso foi contabilizado como a 29ª morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado em Mato Grosso do Sul neste ano.
Fonte: Campo Grande News




