29/04/2026
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    Jovem indígena diz ter sofrido tentativa de estupro após detenção em operação da PM em Amambai

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    Uma jovem indígena acusou policiais militares de tentativa de estupro após ser detida durante uma operação em Amambai, na região entre fazendas e a Aldeia Limão Verde, no último fim de semana. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo na página Kuñangue Aty Guasu, que reúne mulheres Kaiowá e Guarani.

    Na gravação, a mãe da adolescente e a própria jovem falam sobre o episódio, misturando português e guarani. Segundo o relato, a menina teria sido levada à delegacia depois da ação policial na aldeia. A idade dela não foi informada. No depoimento, ela afirma que ouviu policiais dizendo que iriam violentá-la porque ela já estaria presa.

    A jovem também diz que, quando os policiais teriam se aproximado para concretizar o abuso, outro agente apareceu e interrompeu a ação. A postagem da página indígena afirma ainda que, no dia 27 de abril, forças policiais entraram na aldeia Limão Verde, se aproximaram de casas e da escola e fizeram disparos na direção da comunidade.

    Na mesma manifestação, a página diz haver indígenas feridos e pessoas em situação de risco, incluindo mulheres, crianças e anciãos. O texto também menciona uma tentativa de estupro de jovem pela polícia. O material não traz outros detalhes sobre a apuração desses relatos.

    Em nota divulgada nas redes sociais, o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) negou a denúncia e classificou a informação como desinformação e sensacionalismo. O órgão afirmou que não houve registro de abuso ou violência sexual durante ou após a operação e disse que a jovem foi apresentada à autoridade policial e ao Conselho Tutelar, acompanhada por órgãos de proteção, sem apresentar queixa dessa natureza.

    O comunicado também sustenta que a tentativa de relacionar a ação policial a fatos inverídicos buscaria desviar a atenção da resistência enfrentada pela tropa, que, segundo a corporação, foi atacada com explosivos e armas brancas. A Polícia Militar informou ainda que a operação foi legal e autorizada pelo Judiciário, que decretou a prisão preventiva de quatro envolvidos.

    Fonte: Campo Grande News

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