27/08/2026
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    Assassino de Vitor não era ‘pistoleiro profissional’ e aceitou matar após contrair dívida de drogas

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    Matéria Exclusiva – Dourados News

    A investigação sobre a morte de Vitor Orsini, de 19 anos, esclareceu um dos pontos que mais geraram especulações nos bastidores de Dourados desde o assassinato. O autor dos disparos, Denis Barbosa de Melo, 25 anos, não veio de Brasília (DF) especificamente para executar o jovem e, segundo a Polícia Civil, também não era um pistoleiro profissional.

    A informação foi detalhada nesta quarta-feira (26) pelo delegado Lucas Albé, do Setor de Investigações Gerais (SIG), durante coletiva de imprensa sobre o caso.

    Desde o assassinato, ocorrido em 7 de agosto, circularam informações de que um suposto pistoleiro teria sido contratado em Brasília e enviado a Dourados exclusivamente para cometer a execução. A versão, porém, foi descartada pela investigação.

    “Ele não veio de Brasília para cometer esse crime. Ele já estava na região há cerca de três ou quatro meses”, afirmou o delegado.

    Segundo Albé, o homem havia chegado à região de fronteira antes do assassinato e estava envolvido com outra atividade criminosa.

    “Ele tinha vindo com esse movimento na prática do tráfico de drogas. Ele veio aqui através de frete, transporte de entorpecentes para a região central, para os grandes centros de São Paulo e Rio de Janeiro. Não era pistoleiro profissional”, afirmou o delegado.

    De acordo com a investigação, o homem teria sido envolvido na execução posteriormente, após já estar na região de Ponta Porã. A participação dele no assassinato teria ocorrido em razão de uma dívida que havia contraído com pessoas da fronteira e do recebimento de outro valor para participar da ação.

    A própria dinâmica descoberta pela Polícia Civil indica que a execução foi articulada localmente, com participação de diferentes pessoas responsáveis pela contratação, transporte e suporte logístico.

    O executor e o piloto da motocicleta, por exemplo, foram levados de Ponta Porã para Dourados por outros envolvidos. Já na cidade, receberam suporte para chegar até a garagem.

    Executor teria sido informado de que matou a pessoa errada

    Coletiva foi realizada hoje pela manhã – Foto: Clara Medeiros/Dourados News

    Denis foi preso quatro dias após o crime, escondido em um assentamento na região de Ponta Porã.

    Durante o interrogatório, segundo Albé, ele relatou que, ao retornar para Ponta Porã depois da execução, recebeu dos contratantes a informação de que a vítima atingida não era a pessoa que deveria morrer.

    “Assim que retornou para Ponta Porã, foi informado que a pessoa que o contratou e eles haviam executado a pessoa errada”, disse Albé.

    A Polícia Civil já havia identificado uma conversa na manhã do crime na qual Vítor era atraído para uma suposta negociação de veículo na garagem do pai, justamente por volta das 14h, horário em que acabou sendo assassinado.

    A investigação concluiu que outra pessoa era esperada no local.

    Vinda para a região estava ligada ao tráfico

    A investigação aponta que a presença do executor na região de fronteira tinha relação anterior com o transporte de drogas.

    Segundo o delegado, ele trabalhava realizando fretes de entorpecentes para diferentes grupos criminosos, mas não mantinha fidelidade a uma organização específica.

    “Ele trabalhava fazendo frete, transporte de entorpecentes para diversos grupos criminosos. Então ele não tinha uma fidelidade a uma facção criminosa específica.”

    Questionado sobre a possibilidade de envolvimento de organizações criminosas, Albé afirmou que existem históricos relacionados a alguns investigados, mas não há comprovação de que uma facção tenha determinado o crime.

    “Não há uma informação concreta de que esse crime teve envolvimento ou participação em facções criminosas.”

    Investigação aponta contratação na região

    Polícia procura por mais dois suspeitos de participação no crime – Foto: Polícia Civil

    A investigação da pela Polícia Civil indica que o assassinato foi organizado por pessoas que já estavam na região, com diferentes funções na execução do plano.

    Dois investigados são apontados como responsáveis pela contratação dos executores e por trazê-los de Ponta Porã para Dourados. Eles utilizaram uma BMW para realizar o deslocamento e seguem foragidos. Trata-se de Jeferson Lopes, 31 anos, e Marcos Antonio Olmedo Vera, 23 anos.

    Já em Dourados, um adolescente teria fornecido uma motocicleta furtada e guiado os envolvidos até a garagem da família de Vítor.

    Para a Polícia Civil, os elementos reunidos afastam a narrativa de que um pistoleiro profissional teria sido enviado de Brasília exclusivamente para matar Vítor.

    A investigação segue em fase final, com perícias em aparelhos celulares e análise de documentos e outros elementos apreendidos. A Polícia Civil também não descarta a possibilidade de identificar novos envolvidos ou mandantes.

    Fonte: Panorama do MS

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