05/09/2026
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    Candidatas a deputada de MS ganham bolada de R$ 14 milhões pra gastar na campanha

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    Camila Jara foi a que mais recebeu: R$ 2,3 milhões; Rose Modesto e Mara Caseiro receberam R$ 1,5 milhão; Bárbara Resende (filha de Geraldo Resende) nunca tinha se envolvido em campanha e recebeu quase R$ 1 milhão para disputar a eleição

    Notícia exclusiva do Correio do Estado mostra como o cidadão está pagando as contas das campanhas eleitorais em Mato Grosso do Sul. Qual o valor que o eleitor está garantindo para cada uma das candidatas a deputada concorrerem. É o dinheiro do trabalhador, do imposto cobrado o dia inteiro dos brasileiros, para bancar mais uma eleição. A reportagem publicada ontem continua repercutindo, pois, grande parte de leitores e internautas não tinha o conhecimento de como funciona os gastos da campanha eleitoral e que os custos, em sua grande maioria, são bancados pelo pagador de impostos. Veja a matéria:

    A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

    Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

    Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

    Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão.

    O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

    Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

    A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

    Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil.

    No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

    Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral.

    As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

    ALEMS

    Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com

    R$ 986,6 mil.

    O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

    Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC.

    Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

    Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

    As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

    AS REGRAS

    Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral.

    Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

    Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos.

    Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

    A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas.

    Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha

    Leia mais em: https://correiodoestado.com.br/politica/treze-candidatas-do-estado-recebem-bolada-de-r-14-milhoes-dos/472196/

    Fonte: Panorama do MS

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