26/09/2026
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    Traficante que negociava com delegado e policiais usava construtora para ‘lavar’ dinheiro

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    Investigado tentava ocultar origem do dinheiro repassando valores para familiares

    Lucas da Silva dos Santos, suspeito de tráfico de drogas que negociava desvio de entorpecentes com servidores da PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), movimentou mais de R$ 3,2 milhões em contas pessoais e de uma construtora que pertencia a ele. Ele foi um dos alvos da Operação Infiltrados , do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), conforme notícia exclusiva do site MidiaMax.

    Ao todo, os promotores identificaram entradas de R$ 3,2 milhões na conta pessoal de LK e na conta da empresa L R Obras e Construções. Das mesmas contas, o investigado repassou R$ 2,5 milhões.

    O dinheiro era repassado para membros da organização criminosa e familiares de LK para ocultar a origem do dinheiro. Em 2022, foi feita uma transferência de R$ 600 para o policial civil Neverson Vieira de Araújo.

    Além disso, o Gaeco constatou transferências que somam R$ 350 mil para familiares do ex-policial militar Alison Lemes Bezerra. Para o MP, a empresa nunca teve atividades relevantes e era usada como parte do esquema para lavar dinheiro, e Lucas ainda usava parentes para ocultar a origem.

    “A interposição de ‘testas de ferro’ serve para Lucas da Silva dos Santos (LK) como real beneficiário dos valores, rompendo o vínculo entre o numerário e a traficância, permitindo que o dinheiro circule pelo sistema financeiro como se adviesse das receitas ou remunerações regularmente auferidas” , escreveram os promotores Tiago Di Giulio Freire, Antenor Ferreira de Rezende Neto, Eduardo de Araújo Portes Guedes e Gerson Eduardo de Araújo.

    Operação desmonta organização criminosa que desviava drogas apreendidas

    Em 24 de setembro de 2026, o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), através do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), realizou a Operação Infiltrados contra uma organização criminosa que desviava drogas apreendidas em operações policiais.

    Foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão em Campo Grande , Dourados e Terenos . As investigações, iniciadas em outubro de 2025, a partir de provas descobertas nas operações Traquetos e Blindspot, ambas do Gaeco, revelaram a participação de vários policiais em um esquema de desvio de drogas, especialmente cocaína.

    O grupo atuava no desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, seja por meio da omissão, nos registros formais, de parte da droga efetivamente recolhida; seja pela apropriação indevida de entorpecentes diretamente do depósito da delegacia.

    A droga desviada era então repassada para traficantes ligados à organização criminosa, responsáveis por reintroduzir a droga no mercado ilícito. Ou seja, os policiais que integravam a organização criminosa usavam as prerrogativas dos cargos para atuar como verdadeiros fornecedores para o tráfico.

    Foram presos:

    – Alison Lemes Bezerra (policial militar);

    – Ana Carolina da Silva dos Santos (irmã de investigado);

    – Augusto Torres Galvão Florindo (ex-policial civil);

    – Carlos Alberto Alves Fonseca (investigado);

    – Douglas Tobias (policial civil);

    – Eberthe Batista de Almeida (investigado);

    – Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa (delegado) ;

    – Jéssica da Silva dos Santos (advogada);

    – Kayon Lucas Leodoro da Silva (investigado);

    – Lavínia Carvalho da Luz (investigada);

    – Lucas da Silva dos Santos (investigado);

    – Luiz Carlos de Souza (policial civil);

    – Marcos André Santos Chaves (policial civil);

    – Matheus Gabriel Machado Bezerra (investigado);

    – Nelson Ricardo Barros de Oliveira (policial civil);

    – Neverson Vieira de Araújo (policial civil);

    – Nilton Cesar Sales dos Santos (policial civil);

    – Paulo Sérgio Alves Duarte (investigado);

    – Rayane Luiz Vieira (investigada);

    – Roberto Palmeira da Silva (policial civil);

    – Thiago Bezerra Laurentino (policial militar);

    – Valdenice da Silva Gois (investigada);

    – Vitor Ribeiro Venâncio dos Santos (policial penal);

    – Wesley Benite Matos Pereira Duarte (investigado).

    “Infiltrados” faz referência à presença de integrantes da organização criminosa em órgãos de segurança pública e à utilização de funções e estruturas destinadas ao combate ao crime para viabilizar os próprios ilícitos investigados. (Fonte: MidiaMax)

    Fonte: Panorama do MS

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