29/10/2026
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    Advogada de Dourados presa em operação do Gaeco já foi absolvida de outra acusação

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    Raianni Caroline Almeida Passos, 37, foi alvo da Operação Consorte desencadeada na manhã desta quinta-feira (29/10). Advogada residente em Dourados, ela acabou presa pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), durante a ação que investiga o vazamento de informações para lideranças da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

    A ordem de prisão preventiva contra a advogada foi expedida pelo desembargador Carlos Eduardo Contar, relator do processo na 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

    O marido de Raianni, um policial militar que não teve o nome divulgado, também foi preso na mesma operação.

    A advogada é conselheira do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de MS), vice-presidente da Comissão da Advocacia Criminal da OAB/MS e presidente da Comissão da Mulher Advogada Criminalista da Abracrim (Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas) em Mato Grosso do Sul.

    Conforme relatado anteriormente, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) relatou que a mulher e o marido são suspeitos de atuarem no núcleo denominado “Sintonia dos Gravatas”.

    As apurações apontam que o PM utilizava credenciais funcionais para extrair dados em sistemas restritos da polícia, repassando-os à esposa. Na sequência, as informações estratégicas eram encaminhadas pela defensora a integrantes do grupo criminoso.

    Outro caso

    Em janeiro de 2025, a advogada foi absolvida na Justiça em outro processo relativo à atuação profissional. O caso teria ocorrido em 2023, quando o Ministério Público denunciou a advogada por patrocínio infiel, crime que ocorre quando um profissional trai os interesses de um cliente sob sua defesa.

    Operação

    A Operação Consorte cumpriu dois mandados de prisão e três de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande.

    As diligências contaram com o acompanhamento da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e representantes da OAB/MS.

    Os alvos podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

    *Com informações do Campo Grande News

    Fonte: Panorama do MS

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