Imprensa paraguaia aponta suspeitas de “queima de arquivo” e roubo de um carregamento de drogas e dinheiro destinado à criação de gado.
Ángel Vera Benítez, de 30 anos, líder da invasão à uma fazenda em Cerro Corá, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), foi formalmente acusado pelo Ministério Público do Paraguai nesta semana.
Benítez foi preso em janeiro deste ano no Assentamento Romero Cué, próximo a Pedro Juan Caballero, acusado de liderar a invasão que resultou na morte de Carlos César Armoa Espínola, Fredy Gabriel Torres Pablino, Alejandro Cabañas Lezcano, Cesar Javier Fleitas Valiente, Reinaldo Franco Sánchez e Javier Pavón González. Luisa Escobar Villalba e Arnaldo Vera Benítez, familiares de Ángel, foram interrogados e liberados por não terem envolvimento no crime.
A promotora de justiça, Reinalda Palacios, solicitou a prisão preventiva do suspeito por homicídio doloso múltiplo, violação da lei de armas pelo roubo das armas da fazenda e usurpação de função pública.
Os assassinos usaram uniformes camuflados durante a invasão, se passando por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad). O grupo dominou e executou seis trabalhadores com tiros na cabeça, além de levar seis escopetas, um rifle, um fuzil, três pistolas 9 milímetros e uma caminhonete Toyota Hilux. A caminhonete foi encontrada no Parque Nacional Cerro Corá, a 18 km do local do crime.
O comissário Nimio Cardozo, chefe do Departamento Anti-Sequestro da Polícia Nacional, afirmou que a investigação segue três a quatro hipóteses, sem revelar maiores detalhes.
A imprensa paraguaia aponta suspeitas de “queima de arquivo” e roubo de um carregamento de drogas e dinheiro destinado à criação de gado.
FONTE: MS NOTICIAS




