FONTE: Campo Grande News
Em franco avanço na busca da retomada do protagonismo do PT em Mato Grosso do Sul, o deputado Vander Loubet, presidente do diretório estadual, surge como articulador central da frente democrática. Ele conduz, com discrição e estratégia, a construção de uma aliança ousada: o ex-deputado Fábio Trad como candidato a governador, Gilda, mulher do ex-governador e deputado estadual Zeca do PT, como vice, e a ministra do Planejamento Simone Tebet ao Senado.
O desenho da chapa ganhará corpo em dezembro, em Brasília, com a participação decisiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa reunião organizada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva. Vander diz contar com uma base ampla à sua candidatura ao Senado, com o apoio inclusive de prefeitos que não são do PT, e só abriria mão de disputar se Lula orientar concentração de esforços na eleição de Simone. Caso isso se confirme, ele permaneceria como presidente do PT estadual ou aceitaria ser o primeiro suplente de Simone, mantendo seu compromisso estratégico com o projeto coletivo.
Aos 61 anos, seis mandatos consecutivos como deputado federal e conciliando intensa atividade política de reorganização do partido com o tratamento de um câncer, Vander já havia tomado uma decisão clara: “Não serei mais deputado, em hipótese nenhuma. Cumpri minha missão. Agora quero contribuir de outra forma, talvez no Senado, ou apenas como presidente do PT. Se for para construir um projeto forte pro Lula, topo até ser suplente de Simone”, disse ele em entrevista ao Campo Grande News em seu apartamento, em Brasília. Ele abre mão de uma reeleição para deputado federal praticamente garantida.
Para Vander, a construção da frente democrática não é improvisada: “O compromisso é claro: o Fábio vai decidir o que quer ser. A última palavra é dele. Mas o PT está fazendo todo o movimento para convencê-lo a ser o candidato a governador.” Ele ressalta o papel de Gilda: “Ela traz a história do PT, reforça o papel do Zeca e dá unidade à chapa.”

Estratégia para o segundo turno
O cálculo é político e realista: um segundo turno torna-se provável com uma eventual onda a favor do lulismo ou a manutenção da guerra no vespeiro extremista, suscetível aos cantos de sereia de Eduardo Bolsonaro e Marcos Pollon (PL). “Eles estão se movimentando para ter uma candidatura própria, talvez até com o Eduardo Bolsonaro por perto. Mas o que mata na política é a soberba. Achavam que tinham maioria no Congresso e podiam tudo. Mas erraram no IOF, na PEC da blindagem, insistiram na anistia.”




