Foram implantadas faixas adicionais em Mundo Novo, em dois pontos que somam quase 4 km
Ketlen Gomes/Fernanda Palheta/Campo Grande News –
Um relatório trimestral feito pela Motiva, concessionária responsável pela administração da BR – 163 em Mato Grosso do Sul, indica que nos três primeiros meses de concessão, a empresa realizou intervenções em aproximadamente 17,3 quilômetros, entre duplicações, implantação de faixas adicionais e vias marginais. O documento foi repassado para o deputado estadual Junior Mochi (MDB), que irá apresentar os dados na próxima semana, na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).
De acordo com o relatório, as ações se concentraram principalmente na mobilização de canteiros, terraplanagem, início de duplicações e melhorias em retornos e dispositivos de segurança ao longo da rodovia que cruza o Estado.
Entre as intervenções já executadas estão duplicações em Campo Grande, no trecho entre os quilômetros 452,9 e 454,5, com cerca de 1,6 km, e em Bandeirantes, onde a extensão prevista chega a aproximadamente 10,8 km. Também foram implantadas faixas adicionais em Mundo Novo, em dois pontos que somam quase 4 km, além de uma via marginal em Coxim, com pouco mais de 1 km.
A concessionária afirma que em vários trechos o avanço físico ficou acima do previsto para o período inicial do contrato. Além das obras, o documento indica pontos ao longo da rodovia onde estão sendo implantados retornos e dispositivos de segurança, incluindo regiões próximas a Jaraguari, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Bandeirantes e Coxim.
Segundo Junior Mochi, o relatório foi solicitado formalmente após a concessionária assumir a rodovia.
“A Motiva tem um compromisso conosco e emitiu os relatórios. Eu fiz a solicitação semana passada para eles enviarem, porque nós não tínhamos”, afirmou.
O parlamentar disse que pretende entregar um resumo das ações aos demais deputados e destacou que os documentos devem ser enviados periodicamente. Mochi também criticou a fiscalização anterior do contrato da BR-163 pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
“A ANTT tem a obrigação de fazer a fiscalização. Infelizmente, acho que houve um desleixo. Se isso tivesse ocorrido antes, não teria chegado no que chegou com a CCR”, disse.
Segundo ele, a atual concessão não atende totalmente às expectativas, mas a prioridade agora é garantir o cumprimento do contrato.
“O contrato é muito longe do nosso sonho, mas não tem mais o que fazer. Agora vamos pelo menos fiscalizar para que seja cumprido”, afirmou.
O deputado afirmou ainda que percorreu trechos da rodovia para verificar pessoalmente o andamento das intervenções.
“Eu fui parando e filmando as obras para ter certeza do que está acontecendo”, disse.
De acordo com dados apresentados pela concessionária no relatório, o volume executado no período inicial superou em mais de quatro vezes o previsto contratualmente, embora o documento não estabeleça metas específicas para intervalos trimestrais.




