17/04/2026
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    Filas em bancos persistem em Campo Grande apesar de lei e avanço dos canais digitais

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    Em Campo Grande, a lei que limita o tempo de atendimento presencial em bancos há mais de duas décadas continua sendo desrespeitada, segundo a situação observada em agências da capital. O problema se agrava em dias de pagamento e com o fechamento de unidades, o que tem ampliado filas e o tempo de espera dos clientes.

    Na quarta-feira (15), a reportagem flagrou uma fila em uma agência do Itaú na Avenida Coronel Antonino, para onde clientes foram transferidos após o fechamento de outra unidade. O cadeirante Wagner Souza, de 39 anos, disse que desistiu do atendimento depois de esperar quase uma hora. Segundo ele, havia muitos idosos e pessoas com deficiência no local, mas poucos funcionários para atender a demanda.

    Na visão de Wagner, a transferência para uma agência menor reduziu a qualidade do atendimento. Ele relatou que antes era atendido em uma unidade maior, na Avenida Mato Grosso, e reclamou da falta de agilidade e de atenção a pessoas com deficiência e idosos.

    Além das filas, outro obstáculo aparece na relação dos clientes com os bancos: a dificuldade de uso de ferramentas digitais. Em uma agência da Caixa Econômica Federal na Avenida Bandeirantes, clientes ouvidos pela reportagem disseram ter dificuldade para acessar aplicativos, internet banking e outros canais eletrônicos, preferindo o atendimento presencial. Entre eles estavam Ailton de Lima, de 59 anos, e Claunice Pereira, de 52 anos, que contou precisar de ajuda da filha para lidar com serviços digitais.

    O bancário José dos Santos Brito Filho, integrante do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, avalia que a digitalização trouxe avanços, mas também exclusão. Ele afirma que o fechamento de agências, a redução de caixas eletrônicos e a falta de funcionários dificultam o acesso da população aos serviços, além de aumentar o risco de golpes. Também aponta que o problema é mais grave no interior do Estado, onde clientes podem precisar percorrer até 100 quilômetros para atendimento presencial.

    Questionado sobre a fiscalização, o Procon de Mato Grosso do Sul informou que já registrou 37 denúncias relacionadas a serviços financeiros neste ano, sendo 17 ligadas ao atendimento bancário. O órgão orienta que consumidores registrem queixas com endereço da agência, descrição das falhas e, se possível, fotos ou comprovantes. A Febraban, por sua vez, afirmou que a abertura e o fechamento de agências fazem parte da política de cada banco e defendeu os canais digitais como alternativa segura e prática.

    Fonte: Campo Grande News

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