Em meio à dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, profissionais com mais experiência passam a ser vistos como um diferencial dentro das empresas. O argumento é que trajetórias longas no mercado podem contribuir para equipes mais equilibradas e preparadas para desafios futuros.
O texto observa que a escassez de candidatos não se resume à formação técnica. Em muitos casos, a seleção esbarra também em fatores comportamentais, enquanto ainda há no mercado um número relevante de profissionais experientes disponíveis. A revista Você S/A é citada como referência para a ideia de que o preconceito, inclusive o etário, está entre os obstáculos para preencher vagas.
Com o envelhecimento da população e a presença de pessoas que chegam aos 65, 70 ou até 80 anos com disposição para continuar produzindo, o artigo defende que a idade não deveria ser tratada como barreira. Entre os estereótipos ainda recorrentes, estão a suposição de dificuldade com tecnologia, menor rendimento ou resistência a mudanças.
Na avaliação apresentada, a vivência acumulada ao longo da carreira pode favorecer decisões mais cautelosas, além de habilidades interpessoais como controle emocional, visão ampla das situações e mais segurança para lidar com problemas. Esses profissionais também podem atuar como conselheiros, especialmente em equipes com diferentes faixas etárias, ajudando a compartilhar conhecimento e fortalecer a cultura interna.
O texto sustenta ainda que ambientes com diversidade de idades tendem a ter menos rotatividade e entregas mais consistentes. Para isso, sugere maior abertura das organizações a modelos de contratação mais flexíveis, como jornadas reduzidas ou trabalho de consultoria, além de iniciativas voltadas à atualização contínua e ao respeito à diversidade.
No fechamento, a autora do artigo lembra a proximidade do Dia do Trabalhador para reforçar a reflexão sobre o valor do trabalho e a importância de reconhecer que bons profissionais não têm idade. A assinatura é de Kelli Aparecida da Silva Pontes, psicóloga e pós-graduada em saúde mental, que atua na Fundação João Paulo II.
Fonte: Campo Grande News




