Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, ficou em segundo plano e recuou 0,79%, aos 170.653 pontos.
O dólar comercial fechou em queda de 0,07% nesta quarta-feira (8), cotado a R$ 5,1485 no mercado financeiro, em uma sessão marcada pela cautela dos investidores diante da nova escalada das tensões no Oriente Médio e da alta do petróleo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, ficou em segundo plano e recuou 0,79%, aos 170.653 pontos.
A moeda americana operou com volatilidade ao longo do dia, mas terminou a sessão em leve baixa. A reação do mercado ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciar que deve fazer um “grande ataque” contra o Irã nesta noite. A declaração aumentou a incerteza global e pressionou os preços do petróleo.
O cenário começou a piorar na segunda (6), quando dois navios comerciais e um petroleiro foram atingidos por mísseis na região do Estreito de Ormuz. A passagem marítima tem papel importante no transporte mundial de petróleo. Segundo o site americano Axios, o ataque partiu do Irã. Os Estados Unidos responderam com bombardeios contra alvos militares no país.
Os ataques colocaram em dúvida a força do cessar-fogo entre Washington e Teerã. Eles também ampliaram o temor de uma nova interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz, o que puxou o preço do petróleo para cima. Por volta das 17h, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,37%, cotado a US$ 78,53. O WTI, usado como referência nos Estados Unidos, avançava 3,55%, para US$ 73,99 o barril.
A tensão no exterior também afetou a bolsa brasileira. A maioria das ações do Ibovespa caiu durante a sessão, o que levou o índice ao fechamento negativo. A alta de cerca de 3% das ações da Petrobras ajudou a conter uma perda maior, já que os papéis da empresa acompanharam a valorização do petróleo no mercado internacional.
No acumulado da semana, o dólar recua 0,38%. No mês, a moeda cai 0,28%. No ano, a baixa chega a 6,20%. O Ibovespa acumula queda de 1,96% na semana e de 0,80% no mês, mas ainda sobe 5,91% em 2026.
Fonte: Gustavo Bonotto/Campo Grande News
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Fonte: Panorama do MS



