09/07/2026
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    Carro usado em execução com 20 tiros é encontrado queimado na fronteira

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    Veículo foi localizado no Paraguai horas após assassinato de filho de criminoso conhecido na região.

    Automóvel suspeito de ter sido usado pelos pistoleiros que mataram Wagner Cantalupi Batista, de 41 anos, com pelo menos 20 tiros, foi encontrado totalmente queimado na tarde desta quarta-feira (8), a cerca de 100 metros da linha internacional de Brasil e Paraguai, onde ocorreu o assassinato horas antes.

    Policiais paraguaios localizaram o veículo por volta das 17h40 na região de Callejón Cano, em Zanja Pytã, a 316 quilômetros de Campo Grande, ao lado de uma plantação de milho. O automóvel seria um sedã da Hyundai Elantra, mas o incêndio destruiu os principais elementos de identificação e impediu a confirmação imediata do modelo.

    Informações apuradas após o achado apontam que o carro havia sido roubado em Goiás e circulava com placa paraguaia falsa. Técnicos foram chamados para examinar os destroços e tentar confirmar os dados do automóvel. O fiscal de plantão Emilio Álvarez acompanha o caso.

    Horas antes, Wagner seguia em um Fiat Siena preto pela Rua Sete de Setembro, nas proximidades do Hemocentro de Ponta Porã, quando os atiradores cercaram o veículo. Os disparos de pistolas 9 milímetros atingiram o peito e a cabeça da vítima. Os autores fugiram após o ataque.

    Wagner usava tornozeleira eletrônica e era filho de Valdir da Silva Batista, o “Valdirzão”, conhecido pela atuação criminosa na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O pai foi morto em 2004 com um tiro de escopeta calibre 12 na cabeça enquanto jantava em sua fazenda, em Cerro Coraí, no país vizinho. O assassinato nunca foi esclarecido.

    O histórico criminal de Wagner incluía condenação por tráfico de drogas e registros por violência doméstica, tentativa de homicídio e estelionato. Em janeiro de 2022, policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) o prenderam em frente à Câmara de Vereadores de Ponta Porã. Depois, ele foi transferido para Minas Gerais, onde cumpriu pena por tráfico.

    A trajetória dele no crime remonta pelo menos a 2005, quando tinha 20 anos e foi preso pela Polícia Federal durante a Operação Maffia, em Ponta Porã. Na ocasião, Wagner e outros três homens foram flagrados com 7,5 toneladas de maconha. A operação recebeu o nome da loja de roupas que ele mantinha no centro da cidade.

    Segundo a polícia, Wagner havia assumido os negócios criminosos do pai após a morte de Valdirzão. Na época da prisão de 2022, investigadores também o apontaram como integrante do crime organizado com atuação na linha internacional entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

    Fonte: Gustavo Bonotto/Helio Freitas/Campo Grande News

    Foto: Direto das Ruas

    Fonte: Panorama do MS

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