Pai registrou boletim de ocorrência sobre o caso - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado
Gestante deu entrada no hospital na quinta-feira (21); parto só ocorreu hoje (28)
Pai registrou boletim de ocorrência sobre o caso - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado
Pai registrou boletim de ocorrência sobre o caso – Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Família de Campo Grande está desolada depois de receber a informação que o bebê que esperavam nasceu morto nesta quinta-feira (28). Para eles, a insistência da equipe médica em realizar o parto normal foi determinante para este quadro.

O comerciante Breno Sampaio Lopes, de 30 anos, disse ao Portal Correio do Estado que a mulher dele deu entrada na Santa Casa entre 21h e 21h30min da quinta-feira (21) depois de a bolsa ter estourado, liberando o líquido amniótico, mas o parto não foi realizado porque, segundo os médicos, o colo do útero dela não estava suficientemente dilatado.

Ele conta que durante o pré-natal e até uma semana antes do parto, os médicos informaram que “tudo estava dentro da normalidade”. Nesse período a família tinha demonstrado interesse pelo parto normal.

Depois de 48 horas de internação, Breno conta ter solicitado aos médicos pela cesariana, mas, segundo ele, a equipe optou por não fazer.

O comerciante conta ainda que da noite da internação no hospital até hoje, a mulher dele, Tereza Lescano Ramos, de 31 anos, passou por vários procedimentos de indução ao parto. Ao todo, foram introduzidos 18 comprimidos para aumentar a dilatação do útero, o que não ocorreu.

Depois de reclamar de dores fortes durante a madrugada, Tereza foi levada para o centro cirúrgico por volta de 8h45min, onde o parto foi realizado. Pouco tempo depois o casal foi informado de que o bebê teria nascido morto.

“Provavelmente sabiam que ele estava sem os sinais vitais, mas mesmo assim preferiram fazer o parto normal. Não queriam salvar a vida do meu filho, queriam fazer o parto normal porque ganham mais por isso “, declarou Breno.

Ele conta ter registrado um boletim de ocorrência na Polícia Civil e procurado a ouvidoria do hospital para reclamar sobre o caso.

A assessoria de imprensa do hospital confirmou que a reclamação foi protocolada no SAC e que uma comissão técnica vai apurar o caso. Eles não souberam informar quando o resultado do laudo feito por essa comissão será divulgado.