Medida foi comentada durante reunião do Conselhão, em Brasília
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Dilma discursa depois de reunião – Foto: Reprodução / NBR

Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília, nesta quinta-feira (28), o governo anunciou a abertura de linhas de crédito no valor de R$ 83 bilhões. Os bancos públicos têm mais recursos em caixa com o pagamento das chamadas “pedaladas fiscais” no fim do ano passado.

O objetivo das linhas de crédito, que ainda não foram detalhadas pela equipe econômica, é estimular o nível de atividade econômica e tentar evitar um impacto maior da recessão na taxa de desemprego – que já vem crescendo nos últimos meses.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, vem defendendo o melhor uso de instrumentos de crédito e recuperação de algumas linhas de financiamento direcionado. Segundo ele, há volume de “liquidez substancial” no sistema financeiro brasileiro para esse fim.

Recessão e desemprego
Neste mês, a presidente Dilma Rousseff afirmou que todo o esforço do governo federal está voltado para impedir que o desemprego se eleve ainda mais. Em sua segunda entrevista coletiva do ano, apetista ressaltou que essa é sua “grande preocupação”.

Atualmente, a economia brasileira passa por forte retração. A expectativa dos economistas do mercado financeiro é de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha registrado uma contração de 3,7% no ano passado – o que, se confirmada, será a maior queda dos últimos 25 anos. O resultado oficial do PIB de 2015 ainda será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o PIB de 2016, o mercado financeiro estima uma contração de 3%. Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.

Barbosa propõe limite para alta do gasto público
Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, propôs criar limite legal para o crescimento do gasto público.

De acordo com a conta do CDES no microblog Twitter, ele também propôs o estabelecimento de uma “margem fiscal legal” para acomodar eventuais flutuações de receita. Não foram dadas mais explicações sobre o assunto.

O Tesouro Nacional informou nesta quinta que as contas do governo tiveram forte deterioração e registraram um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões em 2015, ou 1,94% do Produto Interno Bruto (PIB).