Victor Hugo Colman, executada na manhã desta terça-feira (24) em Ponta Porã, é na verdade Ezequiel Romero Spinosa, o principal suspeito de assassinar Magno Guaber Guimarães e Aílton Márcio de Oliveira Ferreira, no dia 12 de agosto em Campo Grande. Na época, o homem se apresentou a polícia, entregou a arma e afirmou que matou para se defender.

O duplo homicídio aconteceu no Bairro Nova Lima. Magno e Aílton foram assassinados a tiros em uma residência da na Rua Randolfo Lima. Quando se apresentou na 2ª Delegacia de Polícia Civil, Ezequiel Romero Spinosa afirmou que tinha uma rixa antiga com as vítimas e que no dia do crime, a dupla foi até a casa para um acerto de contas.

Os dois teriam chegado ao local em um Fiat Uno. Aílton então teria descido do veículo com uma pistola 9 mm em mãos e ao perceber a sua aproximação, Ezequiel teria saído e efetuado vários disparos contra ele. Em seguida, o autor teria ido até o carro e atirado em Magno, que conduzia o Uno.

Na Capital, Ezequiel morava com a irmã, que fazia um tratamento de saúde. Depois do crime, ele fugiu para o Paraguai, mas voltou e se apresentou ao delegado Weber Luciano de Medeiros e entregou a arma usada. Ele respondia o crime em liberdade, já que não houve flagrante.

Nesta manhã, o paraguaio foi alvejado por vários tiros enquanto conduzia uma caminhonete Hilux SW4 em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Os quatro suspeitos do crime estavam em um Chevrolet Onix vermelho, com placas paraguaias, quando fecharam o veículo que Ezequiel conduzia.

Usando um fuzil e uma metralhadora, os ocupantes do Onix atiraram mais de 20 vezes contra o motorista, que morreu no local. Com ele foram encontrados documentos no nome de Victor Hugo Colman, que só depois teve a verdadeira identidade descoberta. Para o delegado Weber Luciano, Ezequiel deveria usar um nome no Brasil e o outro no Paraguai.

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