07/12/2025
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    Mato Grosso do Sul debate regulamentação de direitos para motoristas de aplicativos

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    Beto Pereira mostra preocupação com os direitos dos motoristas de aplicativo

     

    Primeira audiência pública discute Projeto de Lei Complementar que visa garantir direitos trabalhistas e atividades dos motoristas de aplicativos

    A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul foi o cenário da primeira audiência pública sobre o Projeto de Lei Complementar (PLC) 12/2024, que busca regulamentar os direitos trabalhistas e as atividades dos motoristas de aplicativos.

    O evento, realizado na quarta-feira (29), foi proposto pelo deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS) e contou com a presença do relator do projeto, deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), além dos deputados estaduais Gerson Claro (PP-MS) e Paulo Duarte (PSB-MS).

    O relatório do projeto, finalizado na última segunda-feira (27), deverá ser apresentado às comissões da Câmara Federal em julho.

    Augusto Coutinho detalhou os pontos e as novas alterações do relatório, destacando a possibilidade dos motoristas estabelecerem uma remuneração mínima por hora e por quilômetro como critério para aceitar corridas.

    O projeto classifica os motoristas como “trabalhador autônomo por plataforma” e os enquadra como contribuintes individuais para fins previdenciários, dispensando a obrigatoriedade de serem Microempreendedores Individuais (MEI).

    “A plataforma presta seu serviço, é importante que tenha seus lucros para disponibilizar os serviços, mas temos que ter regra e forma de fazer”, afirmou Augusto Coutinho.

    Beto Pereira ressaltou que o relatório preliminar pode sofrer alterações até o momento da votação e que o debate é essencial para ajustes.

    “Este debate é fundamental acontecer em Campo Grande, e agradecemos a participação expressiva de associações e usuários.

    Não aceitamos nenhuma proposta que inviabilize o serviço ou que gere insegurança ou precarize”, disse Beto Pereira.

    Outro ponto de destaque do projeto é a dispensa da sindicalização obrigatória dos motoristas, apesar da necessidade de representação legal por um sindicato.

    Augusto Coutinho defendeu a importância de regras claras e justas entre motoristas e plataformas, além de mencionar a redução do imposto de renda como uma medida positiva para a situação financeira dos motoristas.

    As empresas de aplicativos terão a responsabilidade de recolher as contribuições previdenciárias para garantir a inclusão previdenciária dos trabalhadores.

    Entre os benefícios previstos estão direitos como o auxílio-maternidade para motoristas do sexo feminino.

    A audiência contou com a presença de motoristas independentes e membros de sindicatos, associações e cooperativas de diversas regiões, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Pernambuco e Dourados.

    Fonte: Vivianne Nunes
    Capital News

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