18/04/2026
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    Caarapó: Posto vencedor da licitação se recusa a fornecer combustível para a prefeitura

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    A Prefeitura de Caarapó foi surpreendida na manhã desta terça-feira (18/02/25) com a recusa do Posto Dom Pedro Ltda. em fornecer combustível, paralisando serviços essenciais, como transporte de pacientes, coleta de lixo e outras atividades.

    Com informações Alô Caarapó

    O posto, vencedor da licitação realizada na gestão anterior, e com contrato assinado em 7 de janeiro, alega falta de pagamento. No entanto, a administração municipal contesta essa alegação e exige o imediato restabelecimento do serviço.

    A paralisação afeta diretamente a população. Um dos relatos aponta que um paciente ficou sem transporte para realizar hemodiálise em Dourados.

    A Procuradoria-Geral do município notificou o posto, exigindo a retomada imediata do abastecimento, sob pena de sanções administrativas e judiciais.

    O impasse: fornecedor alega inadimplência, mas prefeitura contesta

    A empresa alega que a interrupção ocorre devido à falta de pagamento da Prefeitura. No entanto, a administração municipal esclarece que a nova gestão encontrou um cenário de caos financeiro deixado pelo governo anterior, com inúmeros débitos e dificuldades orçamentárias. Diante desse contexto, foi editado o Decreto Municipal nº 018/2025, suspendendo pagamentos por 60 dias, exceto para serviços essenciais, como saúde e educação.

    Além disso, em conformidade com a Lei de Licitações (14.133/2021), que rege as contratações públicas, o contratado só pode suspender o fornecimento após dois meses de atraso nos pagamentos.

    No caso do Posto Dom Pedro, o prazo sequer foi atingido, tornando a atitude da empresa ilegal”, afirmou Jean Ribeiro da Silva, secretário municipal de Suprimento e Logística. Ele acrescentou: “O fornecedor tem o direito de pleitear a rescisão caso os pagamentos ultrapassem dois meses de atraso, mas não pode simplesmente interromper o fornecimento unilateralmente antes desse prazo”.

    Prefeitura promete sanções

    Diante da situação, a Prefeitura já notificou formalmente o posto e deixou claro que, caso o abastecimento não seja retomado, tomará as medidas cabíveis.

    Um especialista em licitações públicas ouvido pela redação citou que, nesse sentido, a Lei nº 14.133/2021 prevê as seguintes ações:

    • Advertência (Art. 155, I)
    • Multa contratual (Art. 155, II)
    • Suspensão temporária do direito de licitar e contratar (Art. 155, III)
    • Declaração de inidoneidade (Art. 155, IV)

    Se a recusa persistir, a prefeitura poderá rescindir o contrato unilateralmente e convocar o segundo colocado na licitação ou realizar uma contratação emergencial.

     

    Fonte Alo Caarapo

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