O preço da arroba do boi gordo alcançou um novo recorde no país nesta semana e chegou a R$ 373,30 na quarta-feira, dia 15, segundo o indicador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O valor equivale a US$ 73,58.
De acordo com o presidente do Sincadems, Regis Luis Comarella, a alta resulta da combinação de fatores do mercado. Entre eles, estão o ciclo pecuário, a menor oferta de animais para abate, a demanda internacional aquecida e a elevação dos custos de produção.
Comarella afirma que o setor vive a fase de retenção de matrizes, quando produtores seguram fêmeas para aumentar a produção de bezerros. Isso reduz a disponibilidade de gado para abate e pressiona os preços. Ele também cita a situação dos Estados Unidos, que enfrentam uma forte redução de rebanho, e as cotas de importação da China como elementos que influenciam o cenário.
Outro ponto apontado pelo dirigente foi a guerra no Oriente Médio, que impactou o preço do petróleo e refletiu no valor do diesel, encarecendo os custos da cadeia. Segundo ele, o pico pode não se manter por muito tempo, já que a cota chinesa está próxima de ser preenchida e isso tende a reduzir a pressão sobre a arroba nos próximos dias.
O aumento já aparece na rotina de quem trabalha com carne bovina e também no consumo das famílias. O assador profissional Leandro Santos Alemão, conhecido como “Chama o Lê”, relatou que a margem de lucro diminuiu e que até os cortes mais básicos estão caros no dia a dia.
Em Mato Grosso do Sul, as exportações de carne bovina in natura cresceram 44,1% em receita no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O estado somou US$ 488,2 milhões e 83,5 mil toneladas embarcadas, com a China como principal destino. No acumulado do período, MS ficou na quarta posição entre os maiores exportadores brasileiros do produto.
Fonte: Campo Grande News




