21/04/2026
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    Onça-pintada vira motor do turismo no Pantanal e pode valer até 52 vezes mais viva do que em atividades tradicionais

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    A onça-pintada, que por muito tempo foi vista como ameaça no Pantanal, hoje ocupa posição central no turismo ecológico e na economia da região. Em áreas de observação, a presença do felino passou a atrair visitantes do Brasil e do exterior, em uma mudança construída ao longo de anos de pesquisa e convivência com os animais.

    Segundo profissionais que atuam no ecoturismo, o processo de habituação foi decisivo para aproximar humanos e onças sem que o animal associasse veículos e pessoas a risco. Na fazenda Caiman, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde vivem cerca de 70 onças, a taxa de avistamento passou de 16% no primeiro ano de turismo, em 2012, para 99% dos visitantes em 2025.

    A rotina de observação segue horários específicos, com saídas ao amanhecer e no fim da tarde, quando o felino costuma estar mais ativo. Guias também usam equipamentos de rastreamento, embora os encontros ainda dependam do comportamento da natureza. Entre os registros mais comentados estão os de onças identificadas individualmente, como Aracy e Mocoha, frequentemente compartilhadas em redes sociais.

    Estudos citados no material apontam que o turismo de observação da onça gera cerca de US$ 6,8 milhões por ano na região do Pantanal Norte e pode render até 52 vezes mais do que atividades tradicionais no mesmo território. O impacto econômico inclui empregos para guias, piloteiros, pousadas e outros serviços, além de forte presença de turistas estrangeiros em áreas como Porto Jofre, no norte do Pantanal.

    Ao mesmo tempo, pesquisadores alertam para riscos ligados ao crescimento da atividade e a projetos de infraestrutura. Entre as preocupações estão a proposta de ponte na região de Porto Jofre e seus possíveis efeitos sobre a fauna e sobre o Parque Estadual Encontro das Águas, apontado como o principal berçário de onças-pintadas do mundo. As entidades ligadas ao turismo e ao meio ambiente são contrárias à iniciativa.

    Fonte: Campo Grande News — https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/de-predadora-a-estrela-onca-viva-rende-ate-52-vezes-mais-ao-turismo-no-pantanal

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