24/04/2026
Mais

    Farmácias em Campo Grande e Ribas aparecem ligadas a esquema de R$ 78 milhões na Saúde

    Mais Lidas

    Um esquema investigado na Operação OncoJuris, que apura desvios na Saúde e movimentação de R$ 78 milhões, tem ligação com farmácias em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Segundo as investigações, os estabelecimentos não pertencem a grandes redes e teriam integrado a estrutura usada para compra de medicamentos de alto custo com preços superfaturados.

    Em Campo Grande, a farmácia citada fica no Jardim Ouro Verde, na região da Coophavilla 2, e pertence ao farmacêutico Reginaldo Pereira dos Santos, de 54 anos. Ele é dono da Drogaria Vitória, com cadastro ativo desde 2012, e também da Medic Import, aberta em julho de 2025 no mesmo endereço. Na internet, a empresa se apresenta como importadora de medicamentos para atender pacientes em todo o país, mas no CNPJ a atividade principal informada é agenciamento de serviços e negócios em geral.

    Reginaldo foi preso na quinta-feira (23) e, após audiência de custódia nesta sexta-feira (24), teve a prisão mantida. Ele responde a mandado temporário de cinco dias. À Justiça, declarou renda de R$ 4 mil. A defesa, por meio do advogado Anderson Benites, afirmou que ainda não teve acesso aos autos e disse confiar na inocência do cliente.

    O outro endereço ligado ao caso é uma farmácia em Ribas do Rio Pardo, de propriedade de Luiz Henrique Marino, de 50 anos. Ele também foi preso na operação e permaneceu detido após a audiência de custódia. Em 2024, concorreu a vereador pelo PL na cidade, recebeu 381 votos e não foi eleito. Ao Judiciário, informou renda aproximada de R$ 4,5 mil.

    Além dos dois farmacêuticos, a operação prendeu os advogados Altair Penha Malhada, de 40 anos, e Victor Guilherme Lezo Rodrigues, de 27, além do ex-servidor Guilherme de Oliveira Neto, de 37 anos, que atuava na SES. Eles são investigados por organização criminosa, falsidade documental, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e irregularidades na área da saúde. A reportagem também cita que parte do dinheiro teria sido usada em compras de remédios para tratamento de câncer.

    A força-tarefa cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Segundo a apuração, o grupo teria articulado decisões judiciais, inflado contratos e viabilizado a aquisição de medicamentos com valores acima do mercado, alguns sem registro sanitário. A apuração segue em andamento.

    Fonte: Campo Grande News — https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/esquema-milionario-de-desvio-esta-ligado-a-farmacias-na-coophavilla-e-em-ribas

    Mais Notícias

    spot_img

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Últimas Notícias