Um acidente registrado na noite de domingo (26) na Avenida Tamandaré, próximo à Rua Juma, na Vila Planalto, em Campo Grande, voltou a mobilizar moradores da região. Segundo relatos, o trecho tem sido cenário frequente de colisões e preocupa quem vive no entorno.
No caso mais recente, uma motorista ainda não identificada perdeu o controle de uma Mercedes branca ao fazer uma curva e atingiu um Renault Sandero que estava estacionado em frente a uma residência. Com o impacto, o veículo parado rodou e terminou contra a parede do imóvel. A condutora ficou presa às ferragens e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros. O estado de saúde dela não havia sido atualizado.
Na casa atingida, o aposentado Carlos Aparecido, de 65 anos, contou que estava com familiares na varanda no momento da batida. Ele relatou que o automóvel estava na calçada, fora do imóvel, quando a colisão aconteceu. Com a força da pancada, o porta-malas se abriu e dois pneus que estavam no carro foram arremessados, atingindo ele e outra pessoa.
Carlos afirmou que esta não foi a primeira vez que o muro de sua casa foi atingido por veículos no local. Segundo ele, a repetição dos acidentes levou até a mudanças no acesso da residência. Antes, o portão ficava voltado para a Tamandaré, mas foi fechado, com entrada adaptada pela Rua Juma.
A poucos metros dali, o líder comunitário Ramão Barros, de 63 anos, disse que o problema é antigo e que já procurou a Agetran em busca de providências. Ele afirmou que motoristas descem da rotatória da Avenida Euler de Azevedo em alta velocidade, especialmente quando o sinal está verde na Rua Audite da Silva Pavão. Para ele, a instalação de um radar poderia ajudar no trecho.
Ramão também relatou já ter sido vítima de um acidente semelhante há dois anos, quando um carro atingiu o muro de sua casa durante a madrugada. Segundo ele, o condutor estava embriagado. Após o novo caso, o Campo Grande News pediu à Prefeitura informações sobre possíveis medidas de segurança, como redutores de velocidade, radar e reforço na sinalização, além de esclarecimentos sobre a ausência de lombadas. Até o momento, não houve resposta.
Fonte: Campo Grande News




