O governo federal deve anunciar até 1º de maio um novo programa de renegociação de dívidas voltado a milhões de brasileiros. A proposta foi fechada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com os principais bancos do país.
Entre os pontos em estudo estão descontos que podem chegar a 90% e juros mais baixos, na faixa de 1,99% ao mês. A prioridade deve ser para débitos mais caros, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
Para viabilizar a adesão das instituições financeiras, o plano prevê garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Se houver inadimplência, esse mecanismo pode cobrir o prejuízo, reduzindo o risco para os bancos.
Uma das alternativas analisadas pelo governo é reforçar o FGO com recursos de “dinheiro esquecido” em contas bancárias, isto é, valores não resgatados por correntistas. A estimativa é levantar cerca de R$ 10 bilhões, embora a medida ainda enfrente dúvidas e tenha sido alvo de questionamentos anteriores do Banco Central sobre o impacto nas contas públicas.
O público-alvo deve ser formado por pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso. Os descontos tendem a variar conforme o tempo do débito, com abatimentos maiores para pendências mais antigas.
Também está previsto o uso limitado do FGTS para quitar parte das dívidas, de forma vinculada ao pagamento. Segundo o governo, a intenção é evitar novo endividamento. A proposta é tratada como uma resposta pontual às dificuldades financeiras das famílias.
Fonte: Campo Grande News — https://www.campograndenews.com.br/economia/com-desconto-de-90-e-uso-de-dinheiro-esquecido-governo-prepara-novo-desenrola




