29/04/2026
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    Promotora cobra escuta mais qualificada a vítimas de violência infantil

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    A promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná, Tarcila Santos Teixeira, defendeu uma mudança de postura no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência. Em palestra para cerca de 300 profissionais de 52 municípios, ela afirmou que a rede de proteção ainda falha ao ouvir quem sofreu agressões.

    O encontro foi promovido pela ACETEMS, a Associação de Conselheiros Tutelares de Mato Grosso do Sul, e reuniu trabalhadores que atuam diretamente com casos de violência. Na avaliação da promotora, acolhimento, respeito e direito à informação precisam estar no centro do atendimento.

    Tarcila afirmou que a vítima deve participar do processo e ter acesso a informações sobre investigações, medidas adotadas e até declarações do acusado. Segundo ela, o silêncio institucional pode ampliar o sofrimento, especialmente em casos que envolvem violência sexual contra crianças e adolescentes.

    Durante a palestra, a promotora disse que o Brasil já foi condenado mais de 20 vezes pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por falhas ligadas ao atendimento às vítimas, seja na investigação, na proteção ou na busca por justiça. Para ela, isso mostra a necessidade de rever práticas institucionais.

    Ela também falou sobre vitimização secundária e terciária: a primeira ocorre quando a própria rede de proteção atua de forma inadequada, e a segunda quando família ou comunidade culpabiliza a vítima. Tarcila ainda defendeu que situações de comportamento sexual entre crianças sejam apuradas com cuidado, sem criminalização automática, mas com atenção ao que pode estar por trás.

    O evento fez parte das ações do Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual infantil. Segundo o presidente da ACETEMS, Adriano Vargas, esta foi a quarta atividade promovida pela entidade nos últimos dois anos, período em que cerca de mil profissionais ligados ao Sistema de Garantia de Direitos foram alcançados.

    Fonte: Campo Grande News

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